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Governo de SP promete operar maior número de estações, caso greve do metrô seja mantida

Diante da
possiblidade de greve dos metroviários nesta quinta-feira, 18, anunciada pelo
sindicato da categoria, o Governo do Estado de São Paulo já prepara ações para
amenizar os transtornos aos trabalhadores que utilizam o transporte público.

Em
entrevista à Rádio Eldorado, o secretário dos Transportes Metropolitanos de São
Paulo garantiu que um trabalho de contingência será organizado a partir das 4
horas da manhã para avaliar a abrangência da paralisação. “Vamos operar a maior
parte das estações possíveis”, prometeu Clodoaldo Pelissioni.

Os
metroviários marcaram para esta quinta-feira uma greve de 24 horas. Segundo o
Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o protesto é contra a privatização das
Linhas 5–Lilás e 17–Ouro, marcada para ocorrer na sexta-feira, 19.

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Uma
assembleia está marcada para esta quarta-feira, 17, às 18h30, no sindicato que
fica na Rua Serra de Japi, 31, no Tatuapé, na zona leste da cidade.
Sindicalistas acreditam, porém, que a paralisação está garantida.

O Tribunal
Regional do Trabalho (TRT-SP) deferiu, na tarde de segunda-feira, 15, liminar
para garantir o funcionamento do sistema metroviário, considerando a iminente
greve marcada pelo sindicato. A liminar determina a manutenção do efetivo de
80% do serviço nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% nos
demais horários, sob pena de aplicação de multa no valor de R$ 100 mil. 

O secretário
dos Transportes Metropolitanos de São Paulo defende que a greve é política.
“Esperamos que a greve não ocorra. Não temos litígio quanto aos salários e aos
benefícios. Os sindicalistas são contra a concessão da operação das Linhas
5–Lilás e 17–Ouro. Eles não querem perder sua força porque não poderão mais
fazer greve quando quiserem. Essa greve é política”, ressaltou Pelissioni.

Sobre a
afirmação de que a CCR é o único consórcio capaz de vencer o leilão, o
secretário reforça que a informação está equivocada.

“Fizemos um
edital e trabalho para muitos operadores de metrô e trem. A gente não pode
deixar que uma empresa que nunca operou um sistema de trem venha a operar,
porque corremos um risco sério. Ao assumir duas concessões, a empresa vai
transportar 1 milhão de passageiros por dia. Acreditamos que vai ter concorrência”,
explicou o secretário.

Em setembro
de 2017, equipe do Governo de São Paulo fez roadshow e fez contato com pelo
menos quatro grupos europeus capacitados para participar da licitação, que
ocorre na modalidade internacional justamente para ampliar a concorrência.

“O edital de
licitação passou por ampla revisão do Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo, de 26 de setembro a 19 de dezembro do ano passado. Nestes 85 dias, o
órgão solicitou apenas a alteração em um único item do edital, liberando-o, em
seguida, para publicação. É importante ressaltar que todos os questionamentos
foram julgados improcedentes. Além disso, todos os integrantes dos consórcios
que formam as SPEs (Sociedades para Propósitos Específicos) que atuam na área
metroviária são dotados de competência para participar do pregão”, reforçou a
nota.

Caso a greve
seja mantida, o secretário salienta que a multa de R$ 100 mil será aplicada ao
sindicato. “Esperamos ainda que a maior parte dos funcionários venha trabalhar.
Quem não vier perderá o dia e também o descanso remunerado. Poderá ainda ser
prejudicado em eventual promoção”, afirmou ele.

No ano
passado, greve dos metroviários prejudicou a vida de muitos trabalhadores. Ela
aconteceu no dia 28 de abril, véspera do feriado de 1º de maio. Na estação
Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha, os portões não foram abertos às 4h30
como de costume, relataram os passageiros que aguardavam do lado de fora. A
categoria decidiu aderir ao chamado dia de greve geral, organizado por centrais
sindicais.

Obras. O
secretário Clodoaldo Pelissioni acrescenta que a entrega de muitas obras do
metrô neste ano não tem relação com a possível candidatura à presidência do
governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). “Não é por causa das eleições.
Tivemos que rescindir contratos da Linha 4-Amarela, por exemplo. Queríamos
entregar antes”, completou ele.

Ainda em
janeiro está prevista a inauguração da estação Mackenzie-Higienópolis da Linha
4-Amarela. Em março, será entregue a estação Oscar Freire e em julho, a São
Paulo-Morumbi.

Neste ano
também serão entregues as estação Eucaliptos, Moema, Hospital São Paulo,
Chácara Klabin, Santa Cruz e Campo Belo da Linha 5-Lilás.

Para o
monotrilho da Linha 15-Prata, que liga a Vila Prudente à São Mateus, serão
abertas mais oito estações.

As operações
assistidas na linha ferroviária, que vai chegar até o Aeroporto Internacional
de Guarulhos, vão começar entre março e abril. A entrega da obra está prevista
para julho.

Sobre a
realização de check-in antecipado na estação Luz, o secretário dos Transportes
Metropolitanos reforçou que não houve acordo com as companhias aéreas e o GRU
Airport.

“É
complicado para uma família entrar no trem e no ônibus com muitas malas”,
disse. Clodoaldo Pelissioni ainda defende novo diálogo com as companhias
aéreas.

 

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