A VLI recebeu
ontem o sinal verde para que possa já operar a plena capacidade navios Panamax
— de maior porte — em seu terminal graneleiro no Tiplam, no porto de Santos. A
permissão foi possível após a homologação da dragagem de seu segundo berço, que
elevou o calado de 12 para 13,5 metros. A expectativa é que o primeiro navio
Panamax faça a atracação para o enchimento completo neste fim de semana.
Conforme a
companhia de logística, que tem a Vale como maior acionista, a operação de
navios Panamax, com capacidade de carregamento de 60 mil a 70 mil toneladas de
grãos, elevará a eficiência portuária e a capacidade de transporte do terminal.
Antes da dragagem, esses navios não podiam sair preenchidos devido ao peso e
realizavam o chamado “top off” – ou seja, recebiam parte dos grãos no Tiplam e
completavam com o restante em outros terminais, antes de seguir para a Ásia.
“Tivemos um
ótimo desempenho em 2017, nosso primeiro ano de operação com grãos, e o volume
só não foi maior por causa do calado”, disse ao Valor, Fabiano Lorenzi, diretor
comercial da VLI, que tem a expectativa de dobrar o volume de grãos movimentado
em 2018 devido à homologação da dragagem. Além disso, ele cita o momento
favorável do agronegócio, com safras robustas que pressionam pelo escoamento
mais rápido.
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Localizado
no Canal de Piaçaguera, o Tiplam é um projeto de R$ 2,7 bilhões de ampliação do
porto da VLI em Santos, iniciado em 2013. O projeto tinha como objetivo
permitir a exportação de grãos de forma totalmente integrada à ferrovia.
Inaugurado
em fevereiro de 2017, o terminal graneleiro embarcou 2,5 milhões de toneladas
de açúcar e 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e farelo. Também importou
2,5 milhões de fertilizantes. A
capacidade total de embarque de grãos do terminal é de 9,5 milhões de toneladas.
Considerada
fundamental nos planos de expansão da VLI (e garantia de seu “business plan”),
a dragagem do terminal chegou a ser suspensa pela Justiça, sob alegação de que
a cava subaquática que estava sendo construída para dispor sedimentos contaminados
não era segura ao meio ambiente. A obra foi liberada após a VLI assinar um
termo de compromisso elaborado pela Codesp, administradora do porto de Santos,
formalizando contrapartidas.
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