A francesa
Alstom convocou seus acionistas para uma reunião em Paris na manhã desta
terça-feira (17) para tratar de diretrizes referentes à operação com a Siemens
para a combinação das empresas que resultará na criação da Siemens Alstom. A
pauta era o plano de negócios sobre o orçamento do ano fiscal 2017/18, a estratégia até 2020 e a
composição do corpo diretivo que governará a companhia após a compra por parte
da Siemens.
O futuro
conselho de administração da Siemens Alstom será composto por 11 diretores.
Serão seis membros independentes (55%) e cinco mulheres (45%). O presidente
será Roland Busch como presidente e o CEO, Henri Poupart-Lafarge. Como parte da
aquisição, os atuais acionistas da Alstom receberão, no dia anterior ao
fechamento do deal, dois tipos de bonificação de até 4 euros por papel. Mais de
95% dos acionistas aprovaram essas resoluções. Na reunião, a direção da Alstom
expressou sua expectativa de que o negócio com a Siemens seja aprovado pela
Comissão Europeia, a autoridade antitruste da União Europeia, na primeira
metade de 2019.
A Comissão
Europeia abriu uma investigação no último dia 13 sobre a operação entre Alstom
e Siemens para apurar possíveis prejuízos ao mercado e consumidores. A comissão
afirma que nos mercados de insumos para trens e ferrovias e sinalização urbana
a junção das companhias seria danosa. A nova empresa removeria um importante
competidor e se transformaria em uma líder imbatível de mercado.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Ainda no dia
13, o Office of Rail and Road (ORR), departamento regulador econômico e de
segurança das ferrovias e rodovias britânicas, concordou com a decisão da
Comissão Europeia de iniciar uma investigação. A executiva Joanna Whittington
disse que “estamos preocupados que a proposta de fusão entre Siemens e Alstom
reduza significativamente a competição, levando a um aumento de preços nos
mercados ferroviários e de sinalização britânicos”.
No Brasil, o
negócio de mobilidade da Siemens atua no mercado de sistemas inteligentes de
tráfego e sistemas de sinalização e eletrificação ferroviária. A Comissão
Europeia tem 90 dias úteis, até 21 de novembro de 2018, para tomar uma decisão.
Seja o primeiro a comentar