33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Witzel chama Linha 4 do metrô de ‘buraco da vergonha’ e diz que dinheiro da Lava Jato pode ajudar a concluir obra

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou, na manhã desta sexta-feira (6), que a obra da estação da Gávea da Linha 4 do metrô é o “buraco da vergonha”, e disse que aguarda uma decisão da Justiça Federal para saber se os recursos recuperados pela Lava Jato poderiam ser encaminhados para os cofres públicos e usados em obras na estação Gávea do Metrô.

“Eu estou pedindo que o Ministério Público Federal se entenda e diga para onde vai o dinheiro. Enquanto o Ministério Público Federal não colocar um colchonete dentro da vara e só sair de lá quando estiver resolvido o problema, fica só na minha responsabilidade”, alegou Witzel, explicando que pediu dinheiro recuperado na operação.

Ele anunciou uma reunião com o presidente da associação de moradores da Gávea e disse que está de “mãos amarradas”, pois foi proibido pela Justiça de colocar dinheiro nas obras.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

“Eu não posso deixar que aquele buraco da vergonha venha, amanhã ou depois, destruir um prédio que esteja ao lado. Vão dizer que a culpa é minha, que eu não agi”, afirmou o governador.

Witzel disse ainda que está tentando resolver a questão desde que assumiu o cargo.

“Estou desde janeiro tentando resolver. Eu fiz reunião com o Ministério Público, tentei fazer conciliação, tentei pedir dinheiro para a empresa. Aí chega o Tribunal de Contas do Estado e diz que o Estado não pode mais botar dinheiro, a Justiça diz que o Estado não pode botar mais dinheiro e o Ministério Público diz que aparentemente não vê risco. Então, se não há risco, que fique claro que eu estou de mãos amarradas e se alguém cair naquele buraco a responsabilidade não é minha, é de quem está causando esse imbróglio”, ressaltou Witzel.

Em nota, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro afirmou que a decisão cautelar que determinava a retenção de créditos a favor da concessionária foi revogada no dia 9 de janeiro do ano passado e que, desde então, não há outra decisão da Corte de Contas que impeça o aporte de recursos nas obras da Linha 4 do metrô.

Também em nota, o Ministério Público Federal afirmou que a força-tarefa da Lava Jato no RJ declarou que os valores de multas de acordos de colaboração ou leniência depositados em juízo serão devolvidos aos cofres públicos municipais, estadual ou federal.

O MPF afirmou ainda que o Estado do Rio de Janeiro apresentou apenas em 26 de agosto de 2019 o pedido de transferência de valores na 7ª Vara Federal Criminal, indicando a relação das das ações penais em que entende ser o estado o principal lesado.

O órgão destacou que começou a fazer o levantamento dos dados sobre as ações no dia seguinte e que a devolução de valores deverá ser ajustada com a União e Município do Rio de Janeiro e também deferida pela Justiça. O MPF disse também que as declarações de Wilson Witzel não contribuem para resolver o problema da estação do metrô.

Nesta quinta (5), o governador anunciou a decisão de “tapar o buraco” da obra e devido a falta de recurso para concluir a estação. Segundo a Secretaria de Estado de Transportes, a operação de aterramento deve custar de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões aos cofres públicos e reafirmou que o valor para concluir a obra poderia chegar a R$ 1 bilhão.

Nesta manhã, o governador ressaltou que não pode esperar um acidente na região para tomar alguma atitude.

“Daqui a pouco cai um prédio daqueles, tem um problema mais grave e vai ser o governador que nada fez. Ou o Ministério Publico resolve o problema e arruma o dinheiro ou a União arruma o dinheiro, ou a Justiça diga se eu posso ter condições de ter empréstimos. Mas eu estou de mãos amarradas. Na medida em que eu não posso fazer nada, única coisa que me resta é que eu tenho dinheiro para fazer é fechar o buraco. Aí eu tenho a tranquilidade de que ninguém vai cair mais lá dentro”, ressaltou.

Laranjeiras Presente

O governador inaugurou o programa Laranjeiras Presente, que passará a funcionar de 8h às 20h nas principais ruas do bairro, incluindo o Largo do Machado.

O patrulhamento será feito por 69 agentes fixos, entre PMs e agentes civis vindos das Forças Armadas. Duas assistentes sociais atenderão na base da operação.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/09/06/witzel-chama-linha-4-do-metro-de-buraco-da-vergonha-e-diz-que-se-a-verba-aparecer-termina-a-obra.ghtml

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*