Metrô CPTM – A concessionária TIC Trens está a pouco mais de quatro meses de assumir a operação da Linha 7-Rubi e preparando-se para iniciar as obras de implantação do Trem Intermetropolitano e o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas.
Entre muitos desafios pela frente está o de evitar invasões à faixa de domínio onde correrão trens metropolitanos, de carga e regionais, incluindo o serviço expresso, que atingirá até 160 km/h.
Para se ter uma ideia, é quase o dobro da velocidade atingida pelo Metrô e a CPTM e a primeira vez na história que o Brasil terá um trem do tipo em operação.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Por essa razão, a necessidade de “blindar” as vias é enorme a fim de evitar acidentes graves. E uma tarefa complexa pela extensão sob responsabilidade da empresa e o fato de que os serviços circularão em regiões desabitadas, mais propensas a ações humanas (entre elas o furto de cabous) e também a presença de animais.
À Folha de São Paulo, o presidente da TIC Trens, Pedro Moro, também apontou outro fator crítico do projeto, o de acomodar até quatro vias onde hoje existem duas apenas.
Trata-se do mínimo para que possam conviver os trens da Linha 7 e do serviço TIM (duas faixas) e também permitir que os comboios de carga circulem por uma via e o TIC por outra.
Pórtico especiais
O Trem Intercidades São Paulo-Campinas, com parada em Jundiaí, terá viagens com 64 minutos de duração no sentido interior e 75 minutos no sentido capital, tudo porque o governo licitou a concessão sem a duplicação dessas vias.
Em vez disso, existirão os bypass, trechos duplicados onde haverá o cruzamento das composições.
Mas mesmo na maior maior da faixa de domínio, a TIC Trens terá de usar de ideias incomuns para implantar os quatro trilhos paralelos, que precisarão de pórticos especiais por onde passam a alimentação aérea de energia.
Segundo Moro, alguns trechos terão essas estruturas envolvendo até mesmo a via de carga por falta de espaço entre elas.
As obras para implantar os dois serviços regionais começarão no segundo semestre de 2026 e devem ser entregues em 2029 (Trem Intermetropolitano) e 2031 (Trem Intercidades).
Serão usados 15 composições fabricadas pela CRRC e que contarão com classes diferentes, carro restaurante e um preço máximo de R$ 64 a valores atuais (trecho Campinas-São Paulo).
A esperança é que o trem regional atraia pessoas que hoje viajam de ônibus ou, na maior parte dos casos, por meio de automóveis, enfrentando congestionamentos diários.
O Trem Intercidades terá como parada final em São Paulo a nova estação Água Branca, onde será possível seguir viagem pelas linhas 3-Vermelha (Metrô), 8-Diamante e 9-Esmeralda (ViaMobilidade), 6-Laranja (Linha Uni) e também outro trem regional, o TIC para Sorocaba.
Seja o primeiro a comentar