Valor Econômico – A Vale teve um segundo trimestre com volume de vendas e preços realizados menores no negócio de minério de ferro frente a igual período do ano passado, apesar do aumento da produção em igual comparação. Os dados do relatório de produção e vendas da companhia, divulgado ao mercado nesta terça-feira (22), mostraram que as vendas de finos de minério, pelotas e “run of mine” (ROM) – tipo de minério bruto – somaram 77,346 milhões de toneladas no segundo trimestre, queda de 3,1% na comparação anual.
Consideradas apenas as vendas de finos de minério de ferro da Vale no período, foram 67,678 milhões de toneladas, 1,2% menor que em igual trimestre do ano anterior. As vendas de pelotas caíram 15,6% na mesma comparação, para 7,483 milhões de toneladas.
Segundo a companhia, o recuo nas vendas de minério de ferro decorreram da estratégia de otimização do portfólio de produtos, com a concentração de minérios na China, implicando em prazos de entrega mais longos, e a recomposição de estoques após as restrições de produção e embarque no primeiro trimestre.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Os menores volumes de venda foram acompanhados de preços realizados mais baixos. O preço médio realizado pela Vale em finos de minério de ferro no segundo trimestre ficou em US$ 85,1 por tonelada, 13,3% inferior ao de igual período do ano anterior. Nas pelotas, o preço médio no mesmo período foi de US$ 134,1 por tonelada, queda de 14,7%. Em ambos os casos, os valores menores foram decorrência da queda das cotações internacionais.
Em termos de produção, o segmento de minério de ferro performou melhor no segundo trimestre quando comparado com o período abril-junho de 2024. A produção de minério de ferro foi de 83,599 milhões de toneladas, alta de 3,7%. A produção de pelotas caiu 11,7% na mesma comparação, para 7,85 milhões de toneladas.
No comunicado enviado ao mercado, a mineradora destacou que a produção de minério de ferro foi beneficiada pelo “forte desempenho” da planta de Brucutu (MG) e pelo novo recorde de produção para um segundo trimestre no S11D, em Carajás (PA). A produção de pelotas ficou, segundo a companhia, em linha com a revisão da meta de produção para 2025, que agora está entre 31 milhões e 35 milhões de toneladas.
Os metais básicos também registraram alta na produção. O volume extraído de níquel foi de 40,3 mil toneladas, alta de 44,4% na comparação com igual período de 2024. Segundo a companhia, a melhora foi impulsionada pelo melhor desempenho dos ativos no Canadá e em Onça Puma, além de menores paradas para manutenção planejada. A produção de cobre da Vale no segundo trimestre de 2025 subiu 17,8% na comparação com igual período do ano passado, para 92,6 mil toneladas.
Em vendas, foram 41,4 mil toneladas de níquel, em linha com a produção, e alta de 20,7% na comparação anual. A empresa vendeu 89 mil toneladas de cobre no segundo trimestre, avanço de 17% na comparação anual e também em linha com a produção.
Os preços médios realizados pela companhia no segundo trimestre caíram para os dois produtos. A média para o cobre foi de US$ 8.985 por tonelada, queda de 2,4% frente a igual período do ano passado. No níquel, o preço médio foi de US$ 15.800 por tonelada, queda de 15,2% frente ao segundo trimestre do ano passado.
VÁ ALÉM DA MANCHETE
O setor ferroviário é complexo e as notícias do dia a dia são apenas a ponta do iceberg. Para entender o cenário completo, é preciso de contexto e a visão de quem cobre o setor desde 1940.
A cada edição, a Revista Ferroviária traz reportagens aprofundadas, estudos de mercado e entrevistas exclusivas sobre os temas que realmente importam: de novos VLTs e projetos privados a desafios de manutenção, o futuro da tecnologia e muito mais.
Seja o primeiro a comentar