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De grãos a combustíveis: o que a Transnordestina vai transportar quando estiver em operação

Diário do Nordeste (CE) – A Transnordestina irá transportar grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis, minério e outros itens para 53 municípios nordestinos. Com 1.206 quilômetros (km) de extensão em linha principal, a ferrovia parte de Eliseu Martins, no Piauí, e segue em direção ao Porto do Pecém, no Ceará, onde a obra contempla 28 municípios e apresenta 608 km. 

A expectativa é que o projeto favoreça a integração da produção e o desenvolvimento dos negócios locais, além de dinamizar a economia do Nordeste e projetar o Brasil para mercados mundiais.

Segundo o coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Heitor Studart, a ferrovia deve promover um aumento anual de cerca de 400 navios no Porto do Pecém. 

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SAIBA AS MERCADORIAS MAIS MOVIMENTADAS EM CADA REGIÃO DA TRANSNORDESTINA

A Transnordestina contará com uma série de pátios intermodais, com o objetivo de organizar a concentração e o despacho das cargas. Confira, a seguir, onde estarão localizadas essas estruturas e as principais mercadorias movimentadas, segundo estudos técnicos e econômicos de especialistas pelo traçado da ferrovia:

1. Eliseu Martins (PI): grande polo de minérios;

2. Simplício Mendes (PI): encontra a rodovia BR-020 e concentra cargas de grãos, soja, milho e algodão; 

3. Trindade (PE): divisa com o Piauí, também é uma zona de grãos, além de fruticultura; 

4. Salgueiro (PE): divisa com o Ceará, apresenta grande movimentação de minérios;

5. Missão Velha (CE): concentra a vocação agrícola e industrial da região do Crajubar, como fruticultura;

6. Iguatu (CE): outro grande polo econômico do interior do Ceará, também agrega, além do agronegócio, o setor de rações, por ser uma bacia leiteira importante;

7. Quixeramobim (CE): uma das bacias leiteiras cearenses, apresenta um grande polo de rações, grãos, milho e soja; 

8. Baturité (CE): polo econômico da região do Maciço, com vocação para grãos e fruticultura;

9. Maranguape (CE): Região Metropolitana de Fortaleza (RMF),  inclui a maior parte do parque industrial cearense, assim como pontos fundamentais de origem e destino das rodovias federais estruturantes do Estado.

COMO O TRANSPORTE FERROVIÁRIO IMPACTA A ECONOMIA CEARENSE

Segundo o coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Fiec, Heitor Studart, o transporte ferroviário chega a ser até 30% mais barato que o rodoviário. Ele explica que um vagão corresponde a, aproximadamente, quatro caminhões. 

Assim, um trem convencional, com 70 vagões, pode substituir até 280 caminhões. Com essa alta capacidade de carga, a tendência é que o custo do transporte das mercadorias diminua. 

Nesse cenário, o especialista destaca o impacto do transporte de grãos no Ceará por meio da Transnordestina. “Nós temos um grande polo leiteiro aqui, a parte agrícola do agronegócio, um grande polo avícola, e tudo isso é abastecido por grãos. Hoje nós somos, talvez no Nordeste, o segundo estado em produção de rações, que vão desde ração para pets até para gado, cavalo, granja, peixe, camarão. Então, toda essa parte terá o privilégio de receber essas cargas com preços menores”, destaca. 

Outra vantagem do transporte ferroviário apontada por Heitor é relacionada à segurança. “O combustível (do transporte rodoviário) é muito mais perigoso do que transporte ferroviário ou de navio, porque, se um caminhão bate, pega fogo, explode”, sugere. 

Para ele, o projeto garante não só o não desabastecimento de mercadorias, mas também preços mais competitivos, maior possibilidade de geração de empregos, incentivo à produção dos pequenos e médios produtores e integração econômica. “Hoje nós temos várias macro e microrregiões do interior cearense que não tem como escoar sua safra, porque não tem acesso a um porto”, indica. 

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/de-graos-a-combustiveis-o-que-a-transnordestina-vai-transportar-quando-estiver-em-operacao-1.3683211

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1 Comentário

  1. Impressionante…a falta de conhecimento técnico de certas pessoas. Esse senhor acha que vai haver transporte de frutas e combustíveis pela nova ferrovia? Ele acha que as frutas vão ” aguentar” 48 horas(se for esse o tempo real dentro dos vagoes)? Quanto aos combustíveis as empresas distribuidoras nao tem interesse no transporte por ferroviaria,além do que, as bases de distribuição secundárias precisam ser adaptadas ou criadas para o transporte ferroviário…quem vai investir em vagões tanques e nessas instalações?

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