Estadão – Um consórcio liderado pela Odebrecht apresentou nesta quarta-feira, 24, a melhor proposta para o Lote 3 da Linha 19-Celeste do metrô, que vai ligar a região central de São Paulo ao centro de Guarulhos, na região metropolitana. O Consórcio Celeste, composto pelas empresas Odebrecht, Álya (antiga Queiroz Galvão) e Ghella, deu lance de R$ 6,89 bilhões para o lote, o menor entre as cinco concorrentes. Em segundo lugar ficou a Andrade Gutierrez. As empresas Agis, Yellow River e Acciona também fizeram propostas.
O consórcio terá agora de apresentar a documentação exigida no edital, que será avaliada. Se for confirmado como vencedor, assinará o contrato para construir o trecho da linha entre as futuras estações Catumbi e Anhangabaú, além de outras três estações.
A Odebrecht já havia dado o melhor lance para o Lote 2, leiloado na terça-feira, 23. Para o Lote 1, o melhor lance foi da Yellow River, subsidiária da chinesa Power China.
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Com 17,6 km de extensão e 15 estações, a Linha 19-Celeste vai transportar 630 mil passageiros por dia e será a primeira do metrô a ligar o centro de São Paulo à região central de outra cidade. Para agilizar a obra, o projeto da nova linha foi dividido em três lotes, licitados separadamente.
Após a confirmação dos vencedores e a assinatura dos contratos, serão iniciados os projetos executivos, seguidos pelas obras. O prazo de conclusão é de 75 meses (6 anos e 3 meses), a partir do início da construção.
Com proposta de R$ 6,7 bilhões, a construtora Odebrecht também saiu na frente na disputa pelo Lote 2 da Linha 19-Celeste do Metrô. Com cerca de 5,6 km, o Lote 2 envolve um trecho com outras cinco estações:
- Jardim Julieta
- Vila Sabrina
- Cerejeiras
- Santo Eduardo
- Vila Maria
Também serão feitos seis poços de ventilação e saída de emergência, além do Pátio Vila Medeiros, que ficará próximo das rodovias Dutra e Fernão Dias.
Juntamente com outras grandes empreiteiras do País, a Odebrecht foi alvo da Operação Lava Jato (iniciada em 2014), que investigou e condenou políticos e empresários por um esquema de pagamento de propina com desvio de dinheiro público.
Em 2019, a construtora passou a se chamar OEC e, nos últimos anos, viu alguns dos processos nos quais estava envolvida serem anulados por supostas irregularidades na condução das investigações. A empreiteira voltou a adotar o nome Odebrecht este ano após recuperação judicial.
Nos últimos cinco anos, a empresa diz ter entregado mais de 36 projetos em sete países, num total de US$ 16 bilhões, em contratos de investimentos de clientes públicos e privados.
Lote 1
Na segunda-feira, na disputa pelo Lote 1, a proposta de R$ 4,9 bilhões dada pela empresa Yellow River, subsidiária do grupo chinês Power China, foi menor que as apresentadas pelas concorrentes Agis, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Acciona. A homologação da vencedora também depende da análise técnica da documentação, que pode demorar de um a dois meses.
O lote envolve a construção de 5,7 km de túneis e terá cinco estações em Guarulhos:
- Bosque Maia
- Guarulhos-Centro
- Vila Augusta
- Dutra
- Itapegica
Conforme o governo, a Linha 19 vai ligar áreas densamente povoadas e polos econômicos, promovendo integração com outras linhas metroferroviárias e reduzindo desigualdades territoriais. Também será reduzido em 1 hora o tempo de deslocamento de Guarulhos ao centro de São Paulo pelos meios atuais.
A Linha 19-Celeste vai se integrar com outras linhas do Metrô: Linha 2-Verde: Estação Dutra e Brigadeiro; Linha 6-Laranja: Estação Bela Vista; Linha 20-Rosa: Estação Hélio Pelegrino, Linhas 5-Lilás e 17-Ouro: Estação Campo Belo.
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