O Globo – O metrô de São Paulo virou alvo de uma ação civil pública que questiona falhas estruturais e desigualdades na prestação do serviço.
A iniciativa foi apresentada pelo PSDB e pela Educafro contra o governo de Tarcísio de Freitas, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e concessionárias privadas que operam linhas na capital.
A ação sustenta que há falhas graves no serviço, com destaque para o aumento de suicídios e acidentes nas estações e trilhos, além do crescimento dos casos de assédio e violência contra mulheres. As entidades também questionam a política tarifária, apontando desproporção entre o valor cobrado e a qualidade do serviço oferecido.
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Um dos eixos centrais do processo é a alegada disparidade estrutural entre estações localizadas em bairros centrais e aquelas situadas em regiões periféricas. Segundo a ação, equipamentos como escadas rolantes, elevadores e ar-condicionados estariam mais presentes e em melhor estado nas áreas de maior renda, apesar da tarifa ser a mesma em toda a rede.
Inclusive, já foi determinada pela Justiça a intimação do Metrô para que preste esclarecimentos detalhados sobre as diferenças de infraestrutura, manutenção e investimentos entre as estações.
A petição pode que a Justiça determine medidas de prevenção a acidentes, políticas efetivas de combate ao assédio, maior transparência na divulgação de dados e revisão da política tarifária. O processo tramita na Vara da Fazenda Pública da capital paulista.
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