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MRS opera trem conduzido integralmente por mulheres em trajeto de 400 km

Andreia Diniz (maquinista) e Amanda Diniz (manobradora), são mãe e filha e atuam na ferrovia sob concessão da MRS
Andreia Diniz (maquinista) e Amanda Diniz (manobradora), são mãe e filha e atuam na ferrovia sob concessão da MRS

A MRS realizou uma operação ferroviária conduzida integralmente por mulheres para transportar 14 mil toneladas de minério de ferro entre Congonhas (MG) e o Porto de Itaguaí (RJ), em um trajeto de aproximadamente 400 quilômetros. A iniciativa mobilizou 30 profissionais e, segundo a empresa, integra um conjunto de ações voltadas à ampliação da presença feminina no setor ferroviário.

A operação contou com colaboradoras em diferentes funções operacionais e estratégicas, incluindo maquinista, auxiliar de maquinista, controladora de tráfego, inspetora e coordenadora. De acordo com a companhia, a participação feminina nessas posições demonstra a presença de mulheres tanto em áreas administrativas quanto em atividades operacionais e cargos de liderança.

Segundo dados da empresa, o número de mulheres na MRS aumentou 75% entre 2020 e 2025, passando de 711 para 1.248 colaboradoras. Nos cargos de liderança, o crescimento foi de 98% no mesmo período, com o total de líderes mulheres passando de 60 em 2020 para 119 em 2025.

A empresa afirma ter o compromisso público de alcançar 34% de mulheres em posições de liderança até 2030.

Programa de desenvolvimento

A operação está vinculada ao programa Elas na Ferrovia, que reúne ações voltadas ao desenvolvimento profissional das colaboradoras. Entre as iniciativas estão programas de mentoria, apoio a mulheres em seu primeiro cargo de gestão, grupos de afinidade, licença-maternidade estendida, salas de apoio à amamentação e programa de apoio financeiro para reprodução assistida.

 A maquinista Mislene Andrade passa informações do percurso para Isabela Hoelzle
A maquinista Mislene Andrade passa informações do percurso para Isabela Hoelzle

Para Miriam Lopes, coordenadora de Operação da MRS e uma das organizadoras da ação, a iniciativa reflete a política de diversidade da empresa. “Essa operação 100% feminina é motivo de muita comemoração. Isso nos dá força para buscar, cada vez mais, melhores resultados e maior participação feminina em todos os níveis da organização”, afirmou.

Isabela Hoelzle, uma das maquinistas que conduziram o trem, relatou a experiência de participar da operação. “Um sentimento de satisfação, reconhecimento e confiança ao receber o convite até o ponto de entrega da composição, pois precisou de várias movimentações para fazer dar certo. Sabemos que, a cada dia, estamos ocupando mais esse espaço, e que podemos, sim, exercer essa função e sempre buscar mais oportunidades”, disse.

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