Valor Econômico – A S&P Global Ratings cortou a nota de crédito global da Rumo de “BB” para “BB-”, colocando-as em observação negativa por possíveis efeitos que a empresa pode sofrer com a exposição da controladora Cosan na crise envolvendo a Raízen.
As analistas Débora Bernardo e Luísa Vilhena escrevem que as notas de crédito da Rumo são limitadas ao mesmo teto dos ratings da Cosan, uma vez que a holding controla a operadora ferroviária.
O rebaixamento da Cosan, por sua vez, na última semana foi motivado pelo aumento na percepção de risco enolvendo a outra controlada, Raízen, e por uma menor flexibilidade financeira.
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Os analistas avaliam que os impactos imediatos da turbulência da Raízen sobre a Cosan e a Rumo parecem limitados, descartando riscos iminentes de calote cruzado ou necessidades urgentes de refinanciamento.
No entanto, o temor é que os riscos à reputação do grupo aumentem, o que poderia prejudicar a flexibilidade financeira e o acesso a crédito de todas as subsidiárias da Cosan.
Apesar disso, a operação e o caixa da Rumo seguem blindados no curto prazo, possuindo um colchão financeiro confortável para cobrir seus investimentos, o vencimento de dívidas de curto prazo e o pagamento de dividendos projetados para este ano.
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