Valor Econômico – Cerca de um ano após o início das obras da fábrica de celulose da Arauco em Inocência (MS), e com 70% das obras civis concluídas, o projeto entra agora na fase de montagem eletromecânica. Para sustentar o ritmo previsto para 2026, a Valmet, fornecedora de equipamentos e tecnologia da unidade, dobrará sua força de trabalho no canteiro, passando de 4 mil para 8 mil pessoas.
O segundo semestre também será marcado pelo início das montagens finas. Após a conclusão da caldeiraria pesada e o içamento do balão da caldeira, as equipes iniciarão a instalação de redes de tubulação, suportes, válvulas e instrumentação. A meta estabelecida pela Valmet é encerrar 2026 com progresso positivo na montagem eletromecânica, assegurando que o comissionamento e os testes de automação comecem dentro do cronograma previsto.
Com investimentos de US$ 4,6 bilhões, cerca de R$ 23,4 bilhões na cotação atual, e capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose de eucalipto, a unidade será a maior fábrica de celulose do mundo. A previsão de início das operações é para o segundo semestre de 2027.
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Mais detalhes do projeto
A caldeira de recuperação, que teve início de sua montagem antes do prazo estabelecido, já somou mais de 3 mil toneladas de aço em sua estrutura. O equipamento utilizará a tecnologia Bubbling Fluidized Bed (BFB), solução que viabiliza a produção de energia e vapor por meio da queima eficiente de biomassa e resíduos.
O balão de vapor veio da China e já está em Inocência. Trata-se de um equipamento de 300 toneladas, 32 metros de comprimento e 2,6 metros de diâmetro, projetado para operar a 337°C. A área de secagem também segue dentro do cronograma, segundo a Valmet. A cobertura do prédio vai proteger uma área de cerca de 30 mil m². Internamente, a operação contará com mais de 25 mil caixas sopradoras.
A construção da sala elétrica do manuseio de madeiras — que reúne equipamentos vitais para a operação, com transformadores, painéis de comando, equipamentos de automação e a sala de controle das seis linhas de picagem de madeira — foi iniciada em setembro de 2025 com a colocação do primeiro pilar. No total, serão utilizados 500 m³ de concreto na estrutura. A capacidade de picagem da unidade atingirá 3.000 m³ de cavacos por hora, processados por peneiras com capacidade para 1.200 toneladas por hora, além de picadores de biomassa de 35 toneladas cada.
A unidade fabril será interligada pelo Sistema de Controle Distribuído (DCS), que processará 60 mil sinais de interface por meio de 1.004 núcleos de processamento, consolidando o Projeto Sucuriú como o ativo mais digitalizado da história da indústria global de celulose.
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