Brasil tem cerca de 10 mil quilômetros de ferrovias desativadas, subutilizadas ou degradadas
Com uma área de aproximadamente 8,5 milhões de quilômetros quadrados, representando o quinto maior país em extensão do mundo, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para expandir e recuperar sua malha ferroviária.
Hoje, são 30 mil quilômetros de linhas concedidas. Além delas, existem 9.845 quilômetros de ferrovias desativadas, subutilizadas ou degradadas, segundo o estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a estatal Infra SA, vinculada ao Ministério dos Transportes. Destes trechos, 7.412 quilômetros de trilhos poderiam voltar a operar, desde que contassem com algum tipo de subsídio ou investimento público.
De acordo com o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, o estudo mostra o tamanho do desafio acumulado ao longo de décadas, mas também evidencia o potencial que o país possui para ampliar a participação ferroviária na matriz logística nacional.
“Costumo dizer que rodovias é ‘renda fixa’, enquanto ferrovias é ‘renda variável’. O retorno é maior, mas os riscos precisam ser controlados com instrumentos de hedge sofisticados. A demanda no ferroviário faz parte de uma estratégia comercial, enquanto a demanda no rodoviário é mais previsível”, explica.
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