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Estudo nacional aponta metrô, VLT e novos corredores de BRT para a Região Metropolitana de Curitiba

CBN Curitiba – A Região Metropolitana de Curitiba poderá ampliar a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade dos atuais 114 quilômetros para 206 quilômetros, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades. A proposta reúne sete projetos que incluem a expansão dos corredores de BRT, além da implantação de sistemas sobre trilhos, como metrô e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

O levantamento estima investimentos entre R$ 11,73 bilhões e R$ 22,74 bilhões, com potencial para atender cerca de 915 mil passageiros por dia. Entre os benefícios previstos estão a redução de 24% no tempo médio de deslocamento e a prevenção de aproximadamente 1.065 vítimas de acidentes de trânsito por ano.

Em entrevista, o economista do BNDES, Romulo Ramalho Matheus, explicou que o estudo faz parte de um levantamento nacional iniciado em 2024 e que contempla as 21 maiores regiões metropolitanas do país.

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Segundo ele, o foco do estudo foi identificar quais investimentos em sistemas de média e alta capacidade, como BRT, metrô, VLT e trem, serão necessários para atender o crescimento das cidades até 2054. No caso da Região Metropolitana de Curitiba, a principal proposta é ampliar a rede de BRT para municípios vizinhos, fortalecendo a integração regional.

De acordo com Romulo, o crescimento urbano fez com que os deslocamentos ultrapassassem os limites administrativos dos municípios, exigindo um planejamento integrado.

O estudo também aponta a possibilidade de implantação de um sistema sobre trilhos no principal eixo Norte-Sul da capital. Embora o metrô apareça como uma alternativa, o economista reconhece que o alto custo torna o projeto mais desafiador.

Além das obras, o ENMU também apresenta recomendações de políticas públicas para melhorar a gestão do transporte coletivo. Entre elas está a criação de uma autoridade metropolitana responsável por coordenar os sistemas municipais e intermunicipais.Tocador de áudio

Romulo explicou que o estudo foi elaborado em conjunto com governos estaduais e municipais e aproveitou planejamentos já existentes na região. Agora, a próxima etapa será detalhar tecnicamente cada projeto para viabilizar futuras licitações.Tocador de áudio

O economista destacou ainda que o objetivo do estudo vai além da expansão da infraestrutura e busca demonstrar os impactos positivos do investimento em transporte coletivo.Tocador de áudio

Para o Ministério das Cidades, o estudo representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a política nacional de mobilidade urbana e apoiar estados e municípios na estruturação de projetos.

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