33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Captações no exterior ganham fôlego com esperada operação da Rumo

A fila de emissões no exterior continua a crescer. A Rumo
Logística já teria concedido mandato a bancos para liderar operação, que deve
sair apenas em novembro. Já a Votorantim Cimentos fechou ontem captação de US$
500 milhões em bônus para 2017 e, hoje, está previsto o anúncio da oferta de
Ultrapar, após concluir rodada de encontro com investidores.

A despeito de Ouro Verde e JSL terem desistido de emitir, o
sucesso da emissão da Votorantim Cimentos, que atraiu demanda de US$ 1,8
bilhão, mostra que há apetite por títulos de Brasil. A companhia vai pagar um
retorno ao investidor (“yield”, no termo em inglês) de 6%, abaixo dos
6,25% estimados.

“A Votorantim é um nome conhecido, e fez uma ótima
emissão para refinanciamento”, diz Alexei Remizov, chefe de mercado de
capitais para América Latina do HSBC, que participou da operação, ao lado de
Votorantim, Bank of America Merrill Lynch (BofA), Citigroup, J.P. Morgan e
Santander.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

Os recursos serão usados para financiar a recompra de
títulos denominados em euros com vencimento em 2021 e 2022, que teve adesão de
investidores representativos de € 386 milhões ante estoque total de € 980
milhões.

Segundo Lorival Luz, diretor vice-presidente de finanças e
relações com investidores da Votorantim Cimentos, além de ser a primeira
emissão da subsidiária americana St. Marys Cement, adquirida em 2001, o custo
em dólar ficou mais atrativo do que as últimas emissões em euro para o prazo de
dez anos. A companhia conseguiu ainda alongar o perfil da dívida.

Segundo Remizov, do HSBC, 47% da demanda veio da Europa, com
investidores aproveitando para trocar os bônus denominados em euro pelos em
dólar. Mas o investidor americano ainda ficou com a maior parte, cerca de 50%.
“O mercado está aberto para emissões brasileiras, mas começou a ficar mais
seletivo ao exigir um prêmio maior, especialmente para nomes
desconhecidos”, diz. Ele destaca o fato de algumas emissões não terem tido
um bom desempenho no mercado secundário nas últimas semanas.

A Ultrapar, segundo investidores de renda fixa, é considerado
um nome forte, apesar de estar ausente já há alguns anos do mercado de dívida.
A expectativa é de que a empresa atraia demanda suficiente para emissão. Mais
uma vez, a questão será preço.

No caso da Rumo, segundo fontes do mercado, a operação deve
começar com “roadshow” para aproximação do investidor de renda fixa.
Em abril, a companhia levantou R$ 2,6 bilhões por meio de oferta primária de
ações, dos quais cerca de R$ 1,1 bilhão no mercado de capitais, sendo 65% a
fatia dos estrangeiros. A capitalização fez parte de um plano que envolveu uma
renegociação de dívida com os bancos Santander, Bradesco BBI, Itaú BBA, Banco
do Brasil e HSBC.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*