A CSN deve anunciar esta semana a venda de sua fabricante de
latas, a Metalic Nordeste, localizada no Ceará, segundo fonte próxima às
negociações. Será a primeira operação fechada dentro da estratégia da
siderúrgica de vender ativos para reduzir seu nível de endividamento e
fortalecer o caixa. A companhia espera levantar US$ 100 milhões com a
transação. O potencial comprador é um grupo estrangeiro sediado na Polônia.
Desde o ano passado, a CSN vem buscando compradores para
alguns de seus ativos. Além da Metalic, estariam no leque de opções de venda o
terminal de contêineres de Sepetiba, um percentual da participação da empresa
na ferrovia MRS e seu braço de embalagens (Prada).
As discussões têm avançado lentamente porque, com a crise do
país e do setor siderúrgico, as propostas que vinham sendo apresentadas estavam
muito abaixo do que a CSN pretendia captar com as vendas. A CSN fechou o
segundo trimestre com dívida líquida de R$ 25,8 bilhões.
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A Metalic produz latas de aço para bebidas e atua principalmente
no Norte e Nordeste, regiões em que detém 14% do mercado. Em âmbito nacional,
essa participação é de 4%. A empresa foi fundada em 1996 e incorporada pela CSN
em 2002. Hoje, a empresa cerca de 200 pessoas. A CSN não fez comentários.
Paralelamente às negociações de venda, a siderúrgica está
tomando outras medidas para melhorar seu caixa. Semana passada, a empresa
enviou carta a seus 6 mil fornecedores informando que o prazo para pagamento
pelos bens e serviços prestados nos novos contratos seria de 120 dias após
faturamento da nota, como informou o colunista Lauro Jardim.
Hoje, o prazo de pagamento vai de 45 a 60 dias. Segundo uma
fonte, haverá espaço de negociação com os fornecedores e quem aceitar poderá
ter volumes de compra maiores. A ideia é que a CSN mantenha dinheiro em caixa
por mais tempo para ganhar com rendimento em aplicações. Caso todos os fornecedores
aceitem o novo prazo, isso representaria um ganho de milhares de reais por dia
para a empresa, disse essa fonte.
Em nota, a CSN esclareceu que “tem uma confortável posição
de caixa de mais de R$ 5 bilhões, mantém todos os seus pagamentos em dia e
nunca cogitou nenhuma espécie de moratória”. Disse ainda que as estratégias que
a empresa adota para a gestão de seu fluxo de caixa e de capital de giro são
semelhantes às de outras grandes empresas do mesmo porte e de mesma
complexidade em todo o mundo.
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