O Ministro dos Transportes da África do Sul, Sibusiso Ndebele, está liderando um projeto multibilionário para a construção de uma linha de alta velocidade entre Durban e Johanesburgo, diminuindo o tempo de viagem de 12 para três horas.
A conexão de alta velocidade numa distância longa faria com que o projeto Gautrain, de US$ 3,4 bilhões, se tornasse muito barato, já que o projeto envolveria a construção de diversos túneis.
Ndebele disse terça-feira (13) à imprensa que os detalhes sobre o projeto já estão finalizados, e que ele pediria este ano ao Gabinete para aprovar um estudo de viabilidade.
É possível que a proposta cause grande oposição, no entanto, como o sistema de transporte da África do Sul vem sofrendo muitos desafios, como o investimento de US$ 10,27 bilhões para a manutenção das estradas rodoviárias, além de possuir um fraco serviço ferroviário para passageiros.
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O transporte ferroviário de cargas também pode se tornar mais eficiente e retomar o mercado perdido para os caminhões, os quais estão contribuindo para o declínio da infraestrutura rodoviária.
Ndebele disse que um link de alta velocidade entre Durban e Johanesburgo daria coragem para as pessoas trocarem o modal rodoviário pelo ferroviário. O projeto lançaria o sistema ferroviário sul-africano para uma moderna era de alta tecnologia, o qual o ministro afirmou ser o mais eficiente transporte de massa.
Há indícios de uma conexão de alta velocidade entre Johanesburgo e Cidade do Cabo. O interesse de Ndebele no TAV – o qual está incluso no plano-chefe de transporte para 2050 – foi intensificado após sua visita à China, que está construindo uma linha entre Pequim e Xangai.
De acordo com Ndebele, “pretendemos desenvolver um mecanismo de delimitação, o qual reservará verbas destinadas à manutenção. Um plano de investimento para o transporte ferroviário de passageiros é vital para nossa infraestrutura”.
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