As propostas para a construção de uma linha de alta velocidade com 660 km de extensão, ligando Moscou a São Petersburgo foram relevadas pela Russian Railways, operadora estatal russa, no início de abril. O evento contou com a presença de representantes de vários órgãos estatais, como os setores científicos e empresariais da Rússia.
De acordo com Denis Muratov, diretor da High Speed Lines, o trajeto Moscou-São Petersburgo será desenhado para que os trens operem a 400 km/h. Tal definição incluiria 250 grandes estruturas, como pontes, túneis e viadutos. A Russian Railways espera oferecer viagens de 2h30, comparado com as 3h45 atuais feitos pelos trens Sapsan, fabricados pela alemã Siemens, os quais atingem 250 km/h na rota atual.
O presidente da operadora, Vladimir Yakunin, disse que a linha entraria num modelo chamado “Contract Lifecycle Management” (contrato vitalício), o primeiro na história da Russian Railways, e o maior projeto de alta velocidade no país. Será feita uma parceria público-privada (PPP) para construir, operar e financiar a linha, recuperando despesas através de tarifas de acesso à via ou disponibilidade de pagamentos.
Baseado na experiência internacional, Yakunin sugeriu que o uso da CLM e a adoção dos padrões europeus cortariam o custo total do projeto entre 20% a 40%; o financiamento internacional seria elevado para mais de 50% para as despesas de capital. Paralelamente, o modelo auxiliaria na redução de riscos técnicos, além de promover incentivos para garantir que o projeto seja concluído no prazo, com um elevado nível de qualidade.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
A demanda estimada para a nova linha de alta velocidade é 14 milhões de passageiros/ano. A conferência apresentou diversos trabalhos de experiências européias recentes, apresentadas por Jan Ochtman, da HSL-Zuid, e Jan van Schoonhoven, do Ministério de Transportes da Holanda, Gabriel du Plessis da SNCF, Carlos Fernandez, diretor do projeto Lisboa-Madri e Rui Monteiro, do Ministério de Finanças de Portugal. Yakunin disse que tais apresentações são valiosas e que a Russian Railways irá tomá-las como base, evitando equívocos e percorrendo os mesmos caminhos que nossos colegas europeus fizeram.
Seja o primeiro a comentar