O mato alto, a falta de segurança e o aumento no trânsito de trens na ferrovia que passa bem em frente às residências estão, literalmente, tirando o sono dos moradores da Rua Monteiro Lobato, no Conjunto Padre Manoel da Nóbrega, próximo à Rodoviária de Cubatão. Tirando o sono porque, além de todos esses problemas apresentados, os maquinistas carregam a mão na buzina durante a madrugada.
O problema do mato e sujeira é na faixa de domínio da ferrovia, administrada pela América Latina Logística (ALL). De madrugada, ninguém dorme. Aumentou o número de trens passando e eles gostam de buzinar, reclama Adeveni Novaes dos Santos, morador do bairro há dez anos. A população critica também a falta de manutenção da área que margeia a linha férrea.
Além de favorecer a ação de criminosos, o matagal que acumula lixo facilita a proliferação de insetos, cobras e ratos, transmissores de doenças.
Os moradores reclamam também que por muitas vezes o trem chega a ficar parado na única passagem de nível para veículos do bairro, na Avenida Giusfredo Santini, ao lado da Rodoviária. Várias vezes tive que esperar por até 20 minutos para atravessar a linha. Em algumas ocasiões fui obrigada a dar a volta pela Via Anchieta, conta Rosa Santana.
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Não bastasse o trem, as famílias da Monteiro Lobato dizem que o trânsito de caminhões pesados, principalmente carregando contêineres, tornou-se rotina. A assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito (CMT) foi procurada, mas não respondeu.
A ALL confirma que o fluxo de trens em Cubatão aumentou em 60%. Passando de cinco pares diários para oito pares. O motivo é o crescimento no volume do transporte de milho.
Sobre a manutenção e limpeza da faixa de domínio, a ALL informa que mantém equipe que realiza a limpeza desses locais periodicamente e ontem mesmo enviaria um representante para avaliar o local da reclamação.
Quanto a buzina, a empresa esclarece que ao buzinar, o maquinista segue um procedimento internacional de segurança.
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