O setor ferroviário no País deve gerar R$ 74 bilhões em investimentos até 2014. Deste valor, 270% maior que o investido entre 2004 e 2008, cerca de R$ 25 bilhões devem ser destinados ao transporte de cargas – expansão de ferrovia -, mas a maior fatia deve voltar-se ao transporte de passageiros. As informações são de Gerson Toller, diretor da feira e do seminário “Negócios nos Trilhos”, que se encerra amanhã em São Paulo.
A exemplo de Brasília (DF), que já aprovou orçamento de R$ 263 milhões para a implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) para ligar o Aeroporto Juscelino Kubitschek ao Terminal da Asa Sul, as cidades de Santos e São Paulo estão na mira de conglomerados como a multinacional francesa Alstom, que também pleiteia a construção do trem de alta velocidade (TAV) no Brasil.
De acordo com Ramon Fondevila, diretor de Transportes da Alstom Brasil, a ideia é ficar atento às licitações de implementação do VLT no Estado de São Paulo, que deverão sair no primeiro trimestre do ano que vem, a mesma época da licitação do TAV, cujo orçamento chega a R$ 34,6 bilhões.
Ao custo médio de US$ 450 milhões para a implementação dos VLTs, as cidades paulistas devem acelerar os investimentos em infraestrutura sob pena de perder o grande momento vivido pelo País no plano do desenvolvimento que antecede grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, segundo Fondevila. “Agora não é mais uma vontade ou necessidade da população, mas uma necessidade para o desenvolvimento do País”, afirma o executivo. “É o momento de acelerar, principalmente agora, que todos apostam no Brasil.”
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Os trens do VLT, que são projetos dos municípios, devem estar rodando até 2013, acredita Fondevila, uma vez que devem atender a uma demanda ainda pouco comentada que é a da Copa das Confederações, que antecede a Copa do Mundo e se dá no país que sedia o torneio mundial.
Locomotivas
No segmento de trilhos, outra área com forte demanda é a que movimenta mais de US$ 3 bilhões anualmente no mundo: a de locomotivas. Tanto que a EIF Engenharia e Investimentos Ferroviários espera fechar 2010 com a produção de 30 novas locomotivas e faturar R$ 105 milhões. A empresa investiu em 2009 R$ 2,5 milhões na transferência de sua fábrica à cidade de Três Rios (RJ), e prevê, para atender clientes como a CSN e a ALL, R$ 7,8 milhões. “Estamos com estratégias de diversificação do mercado em 2010 para atender a toda gama de equipamentos ferroviários”, afirma Carlos Braconi, diretor da EIF.
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