O candidato do PSDB ao governo do Estado, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que defende a realização da reforma tributária no País para aumentar a competitividade da economia. Durante participação em sabatina promovida pelo Grupo Estado, ele disse que este tipo de reforma estrutural é necessária para simplificar a arrecadação de tributos.
Reforma tributária não é para diminuir arrecadação. Também não deveria ser para aumentar, opinou Serra, que foi ministro do Planejamento no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso à frente da Presidência da República. O grande problema da reforma tributária é o que a gente quer com a reforma tributária. Fala-se da reforma como se todo mundo tivesse de acordo. Eu sou mais da linha (que defende) que a reforma tributária é para aumentar a competitividade da economia, comentou.
Na avaliação de Serra, já houve avanços nesta questão, mas o ponto de partida para a reforma é um acordo cravado, para que não seja alterada a repartição de receitas entre as três esferas – Federal, Estadual e Municipal. Ele ressaltou, entretanto, que defenderá São Paulo nesta questão, pois não deseja obter mais receita, mas também não quer redução. Tem que defender a constância da repartição, destacou, acrescentando que, se a economia crescesse de maneira mais significativa, haveria também possibilidade de cortar carga tributária, mesmo sem cortar gasto.
Hecatombe Fiscal
Durante participação na sabatina, Jose Serra destacou a importância de São Paulo na economia nacional e reconheceu que houve perda de indústrias por conta dos incentivos fiscais oferecidos por outros Estados. Segundo ele, no entanto, a chamada guerra fiscal afetou mais o conjunto do País do que a economia do Estado.
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De acordo com Serra, muitos dos políticos que criticam a ausência do combate à guerra fiscal foram os mesmos que permitiram que ela fosse feita. Ele afirmou que o PT, inclusive, teria apoiado um projeto antigo que pretendia estender a Zona Franca de Manaus para locais adjacentes. Terminava criando um ´Zonão Franco´, que pegaria mais da metade do território brasileiro. Isso já seria a hecatombe fiscal, não seria a guerra fiscal, comentou. O PT apoiou. Uma coisa é falar, outra coisa é fazer, complementou.
Metrô e assalariados
Serra comparou o presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Luiz Carlos Frayze David, a funcionários públicos e assalariados. Em sua avaliação, ambos estão sempre querendo reajustes. Serra fez a declaração quando indagado se aumentaria a tarifa do Metrô, medida vista como necessária pelo presidente da companhia.
Serra disse que examinará a situação, mas evitou assumir qualquer compromisso e afirmou que o aumento, se concedido, deverá ser decisão da atual gestão do governo de São Paulo, ainda no mês de outubro.
Serra avaliou a greve recentemente feita por funcionários do metrô como política. Do ponto de vista da população, se você tem capital privado e a tarifa não vai ser alterada, qual o problema de se poder injetar dinheiro privado? Nenhum, analisou. No entanto, fizeram greve a pararam a cidade, inclusive com o vice de um candidato a governador assinando o manifesto, cutucou, referindo-se a Nádia Campeão, candidata a vice-governadora pela chapa de Aloizio Mercadante (PT).
Linhas
Serra afirmou que pretende levar a linha dois do Metrô até Vila Prudente, completar a linha quatro e ligar a linha cinco à estação Ana Rosa, inclusive com participação da iniciativa privada. Ele considera necessária a implantação do Ferroanel e do metrô de superfície e a ampliação das linha de Guaianazes, Francisco Morato e ABC. Imagine o quanto isso liberaria o trânsito de São Paulo.
Segundo ele, o principal problema de São Paulo hoje é o transporte. Nada é exagerado em matéria de transportes, finalizou.
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