A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) quer conhecer as atividades de logísticas nas regiões de influência da Transnordestina S/A, incorporada à empresa desde o último dia 14. Segundo um levantamento realizado pela companhia, o fato de apenas 10% das empresas pesquisadas interessarem-se em colaborar com o estudo é preocupante. Além disso, foi constatado a falta do costume de utilizar a cabotagem e ferrovias como meio de transporte de cargas.
O objetivo da pesquisa é servir de base estratégica, operacional e comercial para a consolidação da Transnordestina. A primeira fase da pesquisa foi o levantamento dos dados fornecidos pelos estados nordestinos para saber como é feita a logística e de quantas empresas atuam na região. “A movimentação é predominantemente rodoviária, apesar do mau estado das estradas”, disse o gerente comercial, Miguel Andrade. O gerente ainda completou dizendo que isso aumenta os custos da chegada e da saída de mercadorias, afastando os investidores na região.
Depois de mais de um mês de pesquisas, 350 questionários foram enviados para as empresas de grande e médio porte que serão beneficiadas com a obra. “Queremos atingir 700 questionários, mas tivemos respostas de apenas 10% do que foi enviado”, comentou. No questionário, a CFN quer saber a origem e o destino das cargas e os pólos geradores. De acordo com o gerente, com a cabotagem e ferrovias, os custos irão reduzir e aumentar a competitividade na região.
A Transnordestina servirá para facilitar o escoamento da produção agrícola gerada na região formada pelo Norte de Tocantins, Oeste da Bahia e Leste do Piauí. A malha ferroviária começa em Eliseu Martins (PI) e vai até os portos de Suape (PE) e Pecém (CE), com um percurso de 1.860 km. Os recursos, orçados em R$ 4,5 bilhões, são originários dos acionistas da CFN; Banco do Nordeste e BNDES.
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