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Cresce adesão à manifestação rural

Cresce a adesão movimento de protesto dos agricultores contra as políticas agrícola e cambial. Apesar do anúncio de medidas de apoio à comercialização de grãos, previsto para hoje, os produtores rurais mantêm a mobilização e concentração no Congresso Nacional dia 16. Em algumas regiões produtoras já começa a faltar óleo diesel, frutas, verduras e carne por causa dos bloqueios nas estradas. Em alguns estados as manifestações estarão concentradas no dia 16, com bloqueios de estradas, atos públicos e distribuição de alimentos.


Cooperativas, prefeituras e comércio dão indicação de apoio ao movimento. A Cocamar Agroindustrial, de Maringá (PR), se antecipou e interrompeu a produção de seis das suas nove fábricas como forma de apoio ao protesto de agricultores. A medida afeta a produção de óleos vegetais, café torrado e moído, maioneses, álcool, sucos e néctares de frutas, bebidas à base de soja, creme e condensado de soja, atomatados e molhos.


Revoltados com a crise de agropecuária, produtores mantêm há cinco dias um bloqueio nas vias de acesso à Cocamar. O movimento, que começou domingo, inclui ainda a interrupção de trechos ferroviários administrados pela América Latina Logística (ALL) para impedir o envio de produtos para o Porto de Paranaguá. Ontem, em mais um dia de protestos, os agricultores mantinham até o início da noite, bloqueios em dois trechos, em Marialva e Cambé. Por dia, 40 mil toneladas de grãos, combustíveis e cimento estão deixando de ser transportados.


A insolvência da agricultura está levando muitos ao desespero, disse Luiz Lourenço, presidente da cooperativa. A Cocamar, com 7 mil cooperados e 3,1 mil funcionários, paralisou também suas principais atividades comerciais, inclusive a compra da produção dos agricultores. Estão paralisadas as operações em Maringá e nos outros 39 entrepostos da região.

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Abastecimento afetado


Já está faltando óleo diesel, frutas e verduras na região de Sinop (MT), segundo Rogério Rodrigues, líder do movimento. Cerca de 400 caminhões estavam parados ontem na região, quatro vezes mais que os 100 caminhões paralisados quando Sinop aderiu aos protestos.


O presidente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Antonio Chavaglia, apoia o movimento, mas acha que alguns manifestantes estão se excedendo. Para ele, a proposta é de apenas impedir o trânsito de grãos, mas está faltando alimentos nas cidades e ração nas granjas. Não queremos prejudicar a sociedade. Ao contrário, queremos seu apoio, afirma.


Caminhões parados


Segundo Rodrigues, cerca de 500 caminhões com soja deixam de circular por dia no Mato Grosso. No estado, 20 mil produtores de 61 municípios participam das manifestações, que incluem 35 barreiras nas estradas e bloqueio à saída de grãos dos armazéns. No Mato Grosso do Sul, produtores rurais de 47 municípios aderiram aos protestos.


Os produtores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul integram o movimento, mas só vão realizar manifestações no dia 16. No oeste da Bahia, foram fechadas as entradas das esmagadoras de soja Bunge e Cargill, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb). Produtores de cacau do sul do estado também aderiram ao movimento. Em Minas Gerais, produtores de milho, soja e café da região de Três Corações fecham hoje trecho da BR – 381.

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Fonte: Gazeta Mercantil

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