33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

Transnordestina desafoga transporte de grãos

Em quatro anos, a primeira fase da ferrovia Nova Transnordestina vai ajudar a reduzir o gargalo no transporte do agronegócio brasileiro. Até 2010, a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), responsável pela obra, pretende ter concluído quase toda a construção de 2.070 quilômetros da ferrovia, que terá o trecho antigo (mil quilômetros) totalmente reformado.


Cortando três estados (Piauí, Ceará e Pernambuco), a Nova Transnordestina ligará as regiões produtoras de grãos do Centro-Oeste e do Nordeste aos modernos portos de Suape (Recife) e Pecém (Fortaleza).


O agronegócio é a maior vitrine da ferrovia por ter um caráter de integração nacional. Mas a transformação que a obra causará no Nordeste vai muito além. No plano regional, o projeto também é sustentável e, principalmente, estruturante. A nova obra vai potencializar novos pólos e arranjos produtivos locais. Mineração, agricultura, móveis, calçados, têxteis, material de construção, logística, pecuária, avicultura, aquicultura, turismo e alimentos serão revitalizados. O transporte de passageiros também será ampliado.


Os primeiros cem quilômetros da ferrovia já estão em obras. Os contratos para a liberação dos cerca de R$ 4,5 bilhões para a primeira etapa da obra estão em fase final. A Nova Transnordestina sairá do papel, não tem mais retrocesso, independentemente de eventual troca de presidente da República nas próximas eleições, afirma Jayme Nicolato Corrêa, diretor-presidente da CFN, empresa que pertence ao grupo CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). O governo será sócio na empreitada, via BNDES, Finor e FDNE.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

O investimento na Nova Transnordestina está dividido da seguinte forma: além de R$ 500 milhões financiados pelo BNDES, a CSN investirá mais R$ 550 milhões na etapa final do projeto. Desse total, R$ 400 milhões serão emprestados pelo BNDES, em sua linha Finem. Já o Finor (Fundo de Investimento do Nordeste) vai destinar R$ 823 milhões, enquanto o FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste) participará com recursos da ordem de R$ 2,2 bilhões.


Com a privatização da malha ferroviária que cobre parte do Nordeste, a CFN convenceu o governo a alterar o traçado do projeto de ampliação e modernização da ferrovia. O objetivo, segundo Corrêa, foi deixá-lo o mais moderno possível.


Com o novo formato, a ferrovia passará a ter 104 vagões por trem, em vez dos 30 que o atual trecho permite. O número de tonelada por eixo passará de 18 para 32, a potência das locomo tivas subirá de 1.200 mil hp para 3.600 hp. A velocidade sairá da média de 20 km/h para 35 km/h, uma elevação de 250%. A capacidade de transporte sairá dos 1,5 milhão de toneladas/ano para 30 milhões anuais.


De acordo com o diretor-superintende da CFN, a área de abrangência da ferrovia poderá gerar 620 mil novos empregos em diferentes indústrias e na administração pública. O traçado que a Transnordestina percorrerá envolve uma região cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) atual é de 0,591, um dos mais baixos do Brasil.


O estímulo de várias cadeias produtivas, como o gesso, que ganhará competitividade e poderá ser exportado em larga escala com a diminuição do custo do transporte, abrirá possibilidade para que a realidade econômica da região seja transformada. A produção de álcool terá escoação mais fácil ao exterior.


Estados como o Piauí e Maranhão, que nos últimos anos ampliaram sua capacidade de produção em 12% ao ano, têm potencial para chegar a 1,5 milhão de metros cúbicos anuais. Daí o interesse do governo federal em participar com quase a totalidade dos recursos, embora o projeto seja comandado pela iniciativa privada.


Outra meta ambiciosa da ferrovia é o transporte de passageiros no Nordeste. O objetivo é saltar de 241 mil pessoas transportadas este ano para 2,3 milhões até 2015.

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.
Fonte: Gazeta Mercantil

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*