O metrô do Recife começou a ser implantado há 25 anos e desde então é considerado o mais eficiente meio de transporte dentro de um corredor que liga o Recife às cidades de Jaboatão e Camaragibe, num total de 29,3 km de linhas a céu aberto. Transporta atualmente cerca de 170 mil pessoas por dia.
Apesar dessa comprovada eficiência as obras da linha Sul do metrô, entretanto, encontram-se praticamente paralisadas desde o início do governo do presidente Lula, a partir de quando os aportes de recursos não passaram de R$ 30 milhões por ano quando deviam receber três vezes mais. Por causa disso as obras iniciadas, inclusive algumas estações de passageiros praticamente prontas, apresentam sinais de deterioração e terão de ser recuperadas caso o governo retome o projeto.
O ramal Sul deveria estar transportando atualmente cerca de 230 mil pessoas por dia, ao longo de 13 paradas, caso a União tivesse honrado a contrapartida de R$ 370 milhões prevista pelo contrato firmado com o Banco Mundial.
Ao contrário do governo, a instituição financeira internacional cumpriu o acordo e aportou os US$ 102 milhões contratados, mas esses recursos não foram suficientes para que as operações se iniciassem mesmo em caráter provisório.
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Liberando o trânsito
A linha Sul do metrô do Recife, com 10 km, desafogará um denso ramal de trânsito pesado e irá operar em um trecho de grande concentração populacional e dotado também de importantes equipamentos urbanos como o Aeroporto Internacional do Guararapes e o Shopping Center Recife.
Em 2005 a União propôs ao estado de Pernambuco trocar a rubrica dos recursos fixados para o projeto e inseri-lo na programação da PPI, o que redundaria no encurtamento dos investimentos, rebaixando-os dos R$ 370 milhões para R$ 145 milhões.
O governo estadual não acatou a proposta e as obras sumiram sem que haja até agora uma previsão de quando seriam reiniciadas. Outro fator complicador resulta do acordo para a estadualização da gestão do metrô recifense.
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