A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) quer mais investimentos na Linha 1 do metrô da capital para que ela possa ser estendida ao novo centro administrativo do governo, na região Norte da capital. O superintendente do Metrô BH, José Roizenbruch, afirma que o investimento previsto para este ano – e R$170 milhões -, ainda não foi liberado pelo governo federal.
O dinheiro seria investido na compra de 42 novas composições – o metrô opera hoje no limite, transportando 180 mil pessoas por dia. Com os novos trens, a capacidade seria dobrada.
“Qualquer expansão do metrô necessita de melhorias da Linha 1, porque o projeto de expansão é para formar uma rede integrada de transporte em massa sobre trilhos, que vai depender dessa linha. Além disso, sem novas composições, teríamos que aumentar o intervalo entre as viagens para atender uma distância maior, o que também não é possível”, explicou.
O superintendente defendeu também que os estudos de expansão do metrô não levem em conta apenas o vetor Norte da região metropolitana, mas também outros municípios, como Contagem e Betim, Nova Lima e Raposos.
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Ele explicou que no projeto de parceria público privada (PPP) para ampliação da rede não há nenhuma definição técnica de como será feito o prolongamento – poderia ser feito com o próprio metrô de superfície, subterrâneo, com veículos leves sobre trilhos (VLP), com capacidade para até 80% dos passageiros que são transportados pelo trem, ou mesmo com ônibus biarticulados, com ligação direta ao centro administrativo.
Estrutura – Se a escolha for o metrô de superfície, a Linha Verde (no trecho da MG-010) teria que passar por novas obras para receber a estrutura do metrô. “Pela proposta de PPP, a empresa interessada fará o estudo sobre a melhor forma de levar o metrô até lá. Ainda não existe um projeto de engenharia detalhado”, afirmou José Roizenbruch.
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