O sindicato dos trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul emitiu uma nota à imprensa denunciando que Novoeste e ALL vem sucateando sistematicamente as ferrovias do Estado. Segue abaixo a nota à imprensa:
“Ferrovia Novoeste/ALL não cumpre obrigações da Concessão e trem do Pantanal pode virar lenda.
Os anúncios de reforma e “modernização” da Ferrovia Novoeste, em especial do trecho de Campo Grande a Corumbá, em vistas da volta do Trem do Pantanal, contrasta com a triste realidade verificada pelos ferroviários.
A ferrovia Novoeste/ALL, concessionária do trecho ferroviário Bauru a Corumbá e Campo Grande à Ponta Porã, tem entre suas obrigações a de manter os trechos em condições de tráfego.
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Ocorre que com a necessidade de viabilizar o chamado “Trem do Pantanal” a Ferrovia Novoeste/ALL tem feito a retirada de trilhos e placas de apoio do ramal desativado de Ponta Porã, reutilizando-os na “reforma”. Esse material é o mesmo da época em que ainda circulava o trem de passageiros, desativado por falta de segurança, conforme alegações da RFFSA na época, ou seja, o material foi considerado impróprio para uso há 13 anos.
Segundo as normas reguladoras do transporte ferroviário, a reforma do trecho, com material sucateado e dormentes de baixíssima qualidade, não atenderá às mínimas condições de segurança para transporte de passageiros, o que resta saber é o que a ANTT fará com as normas para autorizar o transporte ferroviário de passageiro nesse trecho.
É necessário que todos os organismos financeiros, governo federal e estadual abram os olhos para mais este golpe com o patrimônio público. A gestão da Ferrovia Novoeste/ALL optou pelo sucateamento e a maquiagem irresponsável de um trecho ferroviário que é vital para os interesses econômicos do Estado, o resultado pode ser visto ao longo da linha no abandono de veículos acidentados, alguns carregados, como exemplo, duas gôndolas de minério deixadas à beira do rio Aquidauana, no percurso entre Piraputanga e Camisão e um bom número de tanques deixados à beira da linha entre Campo Grande e Três Lagoas, sem falar, na contaminação do solo a céu aberto, nos inúmeros acidentes e nas instalações da própria empresa, cenário pouco recomendável para passeios de trem”.
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