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Mobilização continua em vários estados

Os protestos de produtores devem se intensificar hoje, enquanto ocorre a reunião do presidente Lula com governadores e secretários de Agricultura de Estados agrícolas para discutir saídas para a crise que afeta o setor.


Segundo Glaúber Silveira, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), das estradas que foram liberadas para o tráfego durante o último fim de semana, as de Rondonópolis, Sorriso e Lucas do Rio Verde voltaram a sofrer bloqueio total ontem. As ferrovias do Estado e as estradas nos arredores de Nova Mutum e Sinop devem ser interditadas hoje pelos manifestantes, que também protestarão com panelaços, carreatas e queima de máquinas.


Segundo Silveira, a mobilização contará também com o apoio de pecuaristas da região de Barra do Garça e Barra do Bugres, municípios mato-grossenses cuja economia está intimamente ligada à criação de gado bovino.


No norte do Paraná, as manifestações continuam, principalmente em Maringá e Rolândia. De acordo com Carlos Augusto Albuquerque, da Federação da Agricultura e Pecuária do Paraná (Faep) não há desabastecimento, por conta de acordos feitos no Estado. Conforme Silveira, todo o Estado está preparado para um protesto em massa.

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De acordo com Silveira, a ALL, operadora ferroviária da região, em acordo com os produtores, irá parar o transporte no dia, em apoio à causa dos manifestantes, após ter solicitado, na semana passada, mandados de segurança para permitir a movimentação de trens. No fim-de-semana, a empresa negociou a liberação da ferrovia para o transporte de cargas, razão pela qual Silveira diz não haver desabastecimento no Estado. Até voltou a ter fila de caminhões no porto de Paranaguá.


Em Santa Catarina, produtores realizam nesta terça-feira manifestações em cinco cidades diferentes também para chamar a atenção do governo para a crise. O protesto em Chapecó, Campos Novos, Rio do Sul, Mafra e Araranguá está marcado para ocorrer simultaneamente. A Federação da Agricultura (Faesc) e a Organização das Cooperativas (Ocesc) encabeçam o movimento.

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Fonte: Valor Econômico

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