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Linha 6 do Metrô-SP terá 8km a mais

A linha 6-laranja do Metrô será a primeira da cidade de São Paulo a ter uma bifurcação e irá ligar o centro a dois bairros periféricos da zona norte: Brasilândia e Vila Nova Cachoeirinha. O governador José Serra (PSDB) anunciou ontem a ampliação do projeto original, divulgado em março, que previa a ligação entre a estação São Joaquim da linha 1-azul (centro) somente até a Freguesia do Ó (zona norte). 


As obras devem começar em 2010, com conclusão prevista para 2012. A linha terá cinco novas estações e mais 8 km de trilhos, totalizando 18,4 km e 17 estações. O custo estimado é de R$ 2 bilhões. 


A verba para a construção da linha, segundo Serra, virá da arrecadação com a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, no mês passado, e com o dinheiro que recebeu em 2007, quando transferiu a conta-salário dos servidores estaduais para a Nossa Caixa, além de financiamentos internacionais e da parceria com a prefeitura. Vendemos a Nossa Caixa, banco que não é necessário para o Estado, e trocamos por metrô, disse o governador. 


A gestão Gilberto Kassab (DEM) repassou R$ 75 milhões ao Metrô para custear o projeto básico da nova linha, cuja licitação está prevista para este mês. Segundo o Metrô, a ampliação deverá atrair mais 150 mil usuários por dia para a nova linha que, ao todo, transportará 650 mil pessoas. A previsão é que os trens partam da estação São Joaquim a cada 2min30s, alternando entre os dois destinos: Brasilândia e Vila Nova Cachoeirinha. Quem quiser ir até uma das pontas da linha poderá esperar o dobro do tempo. 

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A prefeitura já repassou R$ 503 milhões para o Metrô este ano, do total de R$ 1 bilhão prometido por Kassab. Ontem, o prefeito anunciou que os R$ 497 milhões restantes virão do repasse dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), outorga que o setor privado paga à prefeitura para construir além da metragem mínima em certas áreas. 


Linha 6 chegará aonde Marta propôs 


O Estado de S. Paulo  


A expansão do metrô até a periferia da zona norte foi oficializada pela Companhia do Metropolitano, depois de tomar força na campanha eleitoral do segundo turno. A proposta apareceu primeiro nos discursos da candidata derrotada Marta Suplicy (PT) e depois nas promessas do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que até chegou a criticá-la. Os traçados da Linha 6-Laranja – o original, o da candidata e o apresentado ontem – não são iguais, mas um dos destinos finais é o proposto pela petista: a Vila Nova Cachoeirinha. A linha inteira que será construída parte da zona norte e chega à Estação São Joaquim, na região central.


Ontem, o governador José Serra (PSDB) apresentou o projeto, com alterações, ao lado de Kassab. Na época da eleição, a proposta de Marta foi taxada de “rudimentar” e “inadequada” pelo Metrô (repita-se: o traçado não é o mesmo da petista). Agora, o diretor de Planejamento da empresa, Marcos Kassab (irmão do prefeito), disse que a Linha 6, indo até a Freguesia do Ó, já chegaria “à divisa” com a Cachoeirinha. Por isso, se decidiu pela ampliação.


Com início das obras previsto para 2010, a futura Linha 6-Laranja foi “esticada” em dois ramais em forma de “Y”, cada um com 4 quilômetros de extensão e três estações. Ambos partirão da Estação Freguesia do Ó, que pelo projeto inicial seria o ponto final do trecho norte.


A parada final de um dos ramais será a Estação Brasilândia, ao lado de um terminal de ônibus que será construído pela Prefeitura. Esse trajeto terá uma estação próxima ao Hospital de Vila Penteado e outra na região de Morro Grande, ambas em locais que serão definidos nos projetos básico e funcional, hoje em fase de licitação.


Na outra ponta do “Y”, ficará a Estação Vila Nova Cachoeirinha, ao lado do atual terminal de ônibus e do Largo do Japonês. O trecho vai ter ainda uma estação na Avenida João Paulo I, na Freguesia do Ó, e outra no Jardim Primavera.


É a primeira vez que o Metrô de São Paulo utilizará um trajeto em “Y”, presente em sistemas metroviários de Nova York, Madri, Paris e Milão, entre outras cidades. O trecho sul (até a Estação São Joaquim, região central) não será alterado.


Segundo Marcos Kassab, o passageiro não precisará fazer baldeações para chegar ao destino: passarão trens alternadamente para cada ponta do “Y” em intervalos determinados (cerca de 75 segundos). O usuário deverá observar o destino em letreiros nas estações e composições.


A previsão é de que a Linha 6 comece a operar parcialmente em 2012 e plenamente até 2015. A demanda esperada, já com os novos ramais, é de 650 mil passageiros por dia. No total, a Linha Laranja contará com 18,4 km e 17 estações. Serra disse que a construção de toda a linha está orçada em cerca de R$ 2 bilhões, que virão principalmente da venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, efetivada em maio.


A Prefeitura repassou ao Metrô, neste ano, R$ 75 milhões que serviram para o pagamento do projeto básico da Linha 6. A promessa do prefeito de doar R$ 1 bilhão até o fim do ano para a companhia estadual ainda não foi cumprida: até agora, foram repassados R$ 473 milhões em 2008 (incluindo os recursos para a Linha 6 e mais dinheiro para desapropriações e obras nas Linhas 5-Lilás e 2-Verde) e mais R$ 30 milhões de 2007. O restante do dinheiro já está reservado e seu destino será anunciado nos próximos dias, disse o prefeito. 

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Fonte: Valor Econômico

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