A concessionária do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pediu autorização à Prefeitura do Rio para começar a operar a Linha 3 do sistema de transportes. O percurso é o último trecho previsto e fará a ligação direta da Central do Brasil com o Aeroporto Santos Dumont, no Centro.
A companhia divulgou nesta quinta-feira (9) que a iniciativa é resultado de “um esforço da concessionária e acionistas que negociaram com o principal fornecedor a liberação do sistema”.
De acordo a empresa, o Município está inadimplente com o VLT, o que teria forçado a companhia a demitir mais de 100 pessoas em abril.
A assessoria da prefeitura disse ao G1 que tem feito reuniões com a presidência do VLT na busca de consenso sobre o contrato.
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O projeto, segundo o VLT, foi concebido para ser uma parceria público-privada. Ainda assim, a concessionária garantiu que se esforça para cumprir os termos do contrato “em respeito aos usuários e aos comerciantes da região”.
“Vamos seguir buscando o cumprimento do contrato também por parte da prefeitura. Entendemos que perder um investimento deste porte é tirar da cidade um projeto moderno de mobilidade urbana”, afirmou Marcio Hannas, presidente do VLT Carioca.
Novo trecho
O novo trecho é a última entrega prevista no projeto, e conclui a rede de 28 km de trilhos, 29 paradas e estações, e 32 trens que circulam desde junho de 2016 no Centro e Região Portuária.
O percurso contará com 10 paradas, três delas são novas: Cristiano Ottoni-Pequena África (na praça de mesmo nome, também na região da Central); Camerino-Rosas Negras (na Marechal Floriano, próxima à rua de mesmo nome) e Santa Rita-Pretos Novos (também na Marechal Floriano, à altura da igreja).
Os nomes das paradas são uma homenagem a ícones da cultura africana, batizados em consenso com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e entidades do movimento negro e sociedade civil.
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