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CSN assume o controle da portuguesa Lusosider

Com cerca de US$ 40 milhões de investimento total, a Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) conta agora com uma base de laminação de aços na Europa para atuar no mercado da região ibérica (Portugal e Espanha) e avançar para outras localidades, como Itália, norte da África e até Moçambique e Angola. Ontem, depois de quatro meses de negociações, a CSN concluiu a aquisição dos 50% restantes das ações da Lusosider que pertenciam ao grupo Corus, da Inglaterra. Pagou por elas 25 milhões de euros.
 
A entrada da siderúrgica na Europa ocorreu em abril de 2003, ao pagar 11 milhões de euros por metade da empresa, instalada em Seixal, nas cercanias de Lisboa, Portugal. A Corus tinha pouca ingerência sobre o negócio, pequeno para seus padrões de gigante européia, entre as dez maiores do mundo. Eram da CSN os diretores industrial e financeiro-comercial e o cargo da sócia estava vago há cinco meses.


João Audi, diretor de exportações da CSN e conselheiro da Lusosider explica que, agora dona de 100% da laminadora, a CSN poderá impor uma estratégia comercial própria, com equipe única de venda para os produtos da laminadora bem como da CSN.


Com faturamento bruto de 180 milhões de euros em 2005 e endividamento na casa de 40 milhões de euros a 50 milhões de euros, a Lusosider está apta a processar entre 350 mil e 400 mil toneladas de produtos finais. A empresa faz laminado a frio, que é vendido nessa forma, ou é usado para abastecer as linhas de produtos galvanizados (capacidade de 250 mil toneladas) e de folhas metálicas (estanhados para setor de embalagens), de 90 mil. Segundo Audi, a Lusosider tem uma instalação de decapagem (acabamento no material laminado a quente) nova, apta para 550 mil toneladas. A antiga, de 350 mil, foi desativada.


A CSN, que já enviava quase 200 mil toneladas de laminado a quente do Brasil para Portugal, agora vai duplicar os embarques. “A empresa tem um desenho de produção flexível, que permite focar nos diversos nichos conforme a demanda de mercado”, disse o executivo. Em 2005, a Lusosider produziu 203 mil toneladas de galvanizados, 71 mil de folhas metálicas e 28 mil de aços a quente e a frio.

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De acordo com o analista da Merrill Lynch, Marcelo Aguiar, a aquisição do restante da Lusosider permitirá à empresa ter independência para traçar seus planos de crescimento na Europa, podendo abrir um leque de opções para o avanço de suas operações locais. O preço foi considerado “bom” pelo mercado – cerca de 125 euros por tonelada de produção. “O principal foco da CSN continua sendo o crescimento nos Estados Unidos”.


No fim da semana passada, a CSN anunciou seus entendimentos com a americana Wheeling-Pittsburgh Steel para uma aliança que prevê uma participação minoritária no capital e fornecimentos de até 2 milhões de toneladas de placas para suprir o laminador da siderúrgica. Ontem, Marcos Lutz, diretor executivo da CSN que está à frente das negociações, informou que uma decisão deverá ocorrer em algumas semanas. “Estamos avaliando eventuais riscos de passivos da empresa, que, por duas vezes, pediu concordata”, afirmou.


A WPS tem capacidade de 3,2 milhões de toneladas de laminado a quente, que deve subir para 4 milhões com investimento marginal. Seu alto-forno, de 2 milhões de toneladas, está em fim de vida.


Lutz adiantou que a CSN já traçou um plano B para os Estados Unidos. “Se não der certo com a WPS, vamos construir uma laminadora de aços a quente apta a fazer entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas por ano”. Conforme disse, o terreno já foi adquirido no Estado do Kentucky e o investimento previsto é de US$ 350 milhões. O equipamento deverá ficar pronto em três anos e visa principalmente suprir a laminadora que a CSN tem hoje no Estado de Indiana, em Terre Haute.


Em ambos os casos, a CSN prevê fazer uma operação casada com o cronograma de construção de duas usinas de placas no Brasil. Uma em Itaguaí (RJ), de 3 milhões de toneladas, que tem

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Fonte: Valor Econômico

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