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Empresários querem infra-estrutura

O corredor Centro-Norte, que engloba os estados do Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins, Mato Grosso, Goiás e parte da Bahia, sinaliza para uma produção de álcool em torno de 20 milhões de toneladas em 2007, 28 milhões em 2012 e, 43 milhões até 2022. Para o milho – primeira safra – as estimativas apontam para produção estimada de 47 milhões de toneladas no ano de 2007, 57 milhões em 2012 e, 71 milhões em 2022.


Estes e outros números serão apresentados durante o XIII Encontro do Corredor Centro-Norte, a ser realizado no Maranhão, nos dias 16 e 17. O evento é uma promoção da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro-Norte em parceria com a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema). O objetivo é chamar a atenção de autoridades e investidores para a sua importância, considerado o caminho mais estratégico do País para o escoamento da produção. Hoje o transporte no Sul está congestionado, tem portos antigos e não conta com uma ferrovia como a Estrada de Ferro Carajás (EFC), uma das mais eficientes do mundo, diz o presidente da Adecon, Adalberto Tokarski.


Projeções


As projeções da produção de álcool estão em um estudo encomendado pela Comissão Andina de Fomento à consultoria Logit, que sinaliza previsões otimistas para a soja, milho, algodão, fertilizantes, açúcar, derivado de petróleo e cimento para o período de 2007 a 2022 ao longo da área de influência da ferrovia Norte-Sul. Se de um lado as perspectivas de crescimento da produção deixam o setor produtivo animado, por outro, a infra-estrutura de escoamento preocupa os empresários e entidades do Corredor Centro-Norte.

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Avanço da Norte-Sul


Por esta razão, a Adecon defende o avanço da construção da ferrovia Norte-Sul. O ponto mais próximo dos mercados europeu, norte-americano e asiático, segundo Tokarski, é o Norte do país. O desenvolvimento do corredor, conforme avalia, beneficiaria o escoamento da produção da região e descongestionaria os modais de transporte das regiões Sul e Sudeste do País.


Atualmente, a ferrovia Norte-Sul tem um trecho concluído de 208 quilômetros no Sul do Maranhão (de Porto Franco a Açailândia, onde se interliga à Estrada de Ferro Carajás) e avança para o estado do Tocantins. O corredor, em seu sistema multimodal de transporte, conta com o porto do Itaqui, em São Luís, por onde escoa a soja produzida no Maranhão, Sul do Pará, Piauí, Tocantins e parte do Mato Grosso. Deveria contar com hidrovias, mas os projetos nunca saíram do papel.


No próximo dia 23 está prevista a inauguração de 45 quilômetros da ferrovia, a partir de Aguiarnópolis em direção à Babaçulândia. A expectativa dos produtores é que até o final de 2008 a Norte-Sul chegue a Palmas, a capital do Tocantins, facilitando ainda mais o escoamento do Centro-Norte.


Oportunidades


Na avaliação do presidente da Fiema, Jorge Mendes, o desenvolvimento do corredor Centro-Norte pode significar o surgimento de várias oportunidades de negócios para o Estado do Maranhão.


Com o corredor, podemos atrair investimentos, o que é de suma importância para o desenvolvimento, para gerar emprego e renda, observa Mendes.


Dados da Conab dão conta de que só a soja obteve crescimento de 59,9% nos últimos cinco anos. Há uma previsão de que a oleaginosa alcance 85 milhões de toneladas até 2010.


No futuro, é esperado que grande parte da produção de açúcar e álcool do Maranhão, Tocantins e Piauí; frutas do Vale do São Francisco, biodiesel, minério e fertilizantes sejam transportados pelo corredor.


Para provar sua viabilidade, em 2002, um comboio transportando 10 mil toneladas de grãos saiu de São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, percorrendo um total de 1,3 mil quilômetros até Porto Franco (MA), onde existe um terminal ferroviário da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), para seguir de trem até o porto do Itaqui, em São Luís. Depois disso, a área plantada na região do Araguaia recebeu grande impulso, sa

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Fonte: Gazeta Mercantil

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