A ferrovia Norte-Sul, cujo canteiro de obras está em Aguiarnópolis, deverá chegar até novembro ao município de Araguaína, onde completará o total de 200 quilômetros de trilhos dentro do Estado do Tocantins. Até o próximo mês, os trilhos irão alcançar a cidade de Babaçulândia.
De 2003 a 2005 já foram investidos R$ 452 milhões na construção da ferovia, de acordo com informação do assessor da presidência da Valec Engenharia, empresa que tem a concessão da ferrovia, Vitor Belia, que ontem participou do XIII Encontro do Corredor Centro Norte, realizado em São Luís.
O evento é uma promoção da Agência Nacional de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro Norte (Adecon) em parceria com a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), e tem por finalidade chamar a atenção de autoridades e investidores sobre a importância do corredor Centro Norte, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Goiás, Sudoeste do Pará, Leste do Mato Grosso, Oeste da Bahia e Noroeste de Minas Gerais.
A Adecon defende a conclusão da ferrovia Norte-Sul, idealizada desde 1986 e considerada fundamental para o desenvolvimento e escoamento da produção do Corredor Centro Norte, além de ser o caminho mais estratégico do País para o escoamento da produção.
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A Norte-Sul integra o sistema de transporte multimodal, interligando à Estrada de Ferro Carajás (EFC), de propriedade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) no Maranhão, por onde já escoa a produção de grãos do Sul do Maranhão e do Piauí, Norte do Tocantins e parte do Mato Grosso e da Bahia. O avanço da Norte-Sul pela região central do Brasil permitirá ampliar o escoamento de produtos para o mercado externo pelos portos do Itaqui e Ponta da Madeira, em São Luís.
Licitação na Casa Civil
Quando chegar a Araguaína, os produtores esperam que a ferrovia já esteja autorizada a operar e possa transportar as cargas do corredor. A informação que temos é que a licitação para operação da ferrovia sairá ainda neste semestre. Nós iremos cobrar para que ela seja lançada o quanto antes, afirma o presidente da Adecon, Adalberto Tokarski.
No momento, está em fase de elaboração na Casa Civil a licitação para a escolha da empresa que operar a ferrovia ao longo do trecho entre Açailândia, no Maranhão, até Palmas, no Tocantins. Se a ferrovia chegar a Araguaína ainda este ano, onde será construído um pátio de estocagem, já representará um grande avanço para o corredor, destaca Tokarski. Poderemos buscar produtos num raio superior a 100 quilômetros para escoar pela ferrovia, diz o presidente da Adecon.
A CVRD, que opera a Norte-Sul de Açailândia a Porto Franco no Maranhão, desde 1992, não só quer continuar operando o trecho no Estado, como pretende entrar na disputa para operar até Palmas. A intenção da Vale é continuar participando da operação da Norte-Sul, diz o Analista de Mercado da Vale, Eduardo Calleia, que também esteve presente no encontro do corredor.
Pagamento adiantado
Quem ganhar a concessão para operar a ferrovia terá que pagar adiantado algo em torno de US$ 600 milhões, recursos com os quais a Valec planeja continuar a construção da ferrovia a partir de Araguaína em direção à capital do Tocantins, que compreende um trecho total de 380 quilômetros. Para a construção deste trecho, serão necessários investimentos estimados em R$ 950 milhões. A previsão é que a ferrovia chegue à Palmas no final do ano que vem, segundo informa o assessor da Valec.
Para Vitor Belia, da Valec, a importância da Norte-Sul vai muito além do fato de ser uma via de escoamento da produção de grãos – em especial a soja – da região central do Brasil. Trata-se da maior obra de infra-estrutura em construção atualmente, visando integrar o País. A Norte-Sul não atenderá só ao transporte de grãos. Ela integrará um país que não está perfeitamente integrado. Ela é importante para a exportação de soja, mas também para o transporte do mercado interno, obse
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