Com um orçamento de R$ 6,5 bilhões para este ano, o Ministério dos Transportes pretende investir em melhorias de infra-estrutura logística de portos, rodovias e ferrovias. No ano passado, os investimentos no setor foram de R$ 2 bilhões, menos da metade do que está previsto para 2006.
O objetivo, segundo o ministério, é atender com eficiência à demanda decorrente do crescimento interno e do comércio exterior. Além disso, fazem parte do plano de ação do governo, reduzir os níveis de tempo de viagem e custos de transportes, estruturar corredores estratégicos de transportes e estimular a participação dos modais hidroviário e ferroviário, com maior utilização da intermodalidade.
Em entrevista exclusiva ao Portal NetMarinha, o Secretário de Política Nacional de Transportes, José Augusto Valente, informou que com a aprovação pelo Congresso Nacional do Orçamento 2006, o Ministério dos Transportes começará uma série de investimentos.
UM NOVO PROJETO – Valente antecipou ao NetMarinha que está sendo discutido, dentro do Ministério dos Transportes, um projeto para renovar a frota de caminhões que circulam nas rodovias do Brasil.
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Segundo ele, essa é uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve ser anunciado até julho deste ano. “Estamos discutindo um projeto para gerar um programa de renovação da frota de caminhões, que é um aspecto importante para melhorar a eficiência do sistema de transporte. Tem muito caminhão velho circulando que causam acidentes, gastam mais combustíveis e, consequentemente, ocasionam uma maior poluição”, comentou.
O secretário destacou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entrará com a parte do financiamento. “Na parte de financiamento falta pouco para o BNDES chegar a um formato adequado para o segmento de caminhões novos e com até sete anos de uso. Até maio nós temos um formato fechado”. De acordo com Valente, o que ainda está sendo debatido é como será realizada a retirada dos caminhões velhos das ruas.
PORTOS – Conforme Valente, serão destinados para este ano R$ 500 milhões para obras de melhoria da infra-estrutura portuária e de segurança nos principais portos brasileiros.
“Nós pegamos os 11 maiores portos em volume de exportação e importação, independente se ele é administrado pelo Governo Federal ou não, e apontamos medidas de curto e médio prazo para melhorar esses portos”, disse.
Os portos que estão na agenda governamental são Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), São Francisco do Sul (SC), Rio Grande (RS), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Sepetiba (RJ), Salvador (BA), Aratu (BA) e Itaqui (MA). Cerca de 89% das exportações brasileiras são feitas nestes complexos portuários.
De acordo com números do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), no comparativo de movimentação financeira do primeiro bimestre de 2006 e 2005, os portos verificaram um crescimento de 20,22% juntos.
O secretário comentou também que serão realizadas obras de dragagem que aumentarão o calado e a sinalização para acelerar os trabalhos de entrada e saída dos portos, investimentos em biosseguranca com a instalação de sistemas mais sofisticados de rastreamento e a realização de obras de acesso portuário.
“Depois de muitos anos sem fazer dragagem nós estamos iniciando os trabalho em todos esses portos, vamos construir complexos de fiscalização onde os fiscais da fazenda e da vigilância sanitária possam efetuar os trâmites de maneira mais rápida e implantaremos o Sisportos, um sistema de informação para melhorar essa parte”, destacou.
Valente acrescentou que no porto de Santos, por exemplo, existe um problema na ferradura de entrada da concessionária Ferroviária MRS com a Brasil Ferrovias. A linha é da MRS e a Brasil Ferrovias só pode entrar com autorização. Ele disse que o governo interferiu na questão e autorizou a Brasil Ferrovias a construir outra linha de 16 quilô
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