A concessão do trecho operado pela Brasil Ferrovias –– que passa por Piracicaba e faz parte das otimizações de transporte da cidade –– para a empresa ALL (América Latina Logística) foi anunciada ontem, durante reunião do conselho estratégico do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla). Conforme o secretário da Indústria e Comércio de Piracicaba, Luciano Santos Tavares de Almeida, com a notícia a oficialização da reativação do ramal Piracicaba-Nova Odessa é uma questão de dias, deve ser fechada no próximo dia 10 de maio pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Com a ALL assumindo o trecho, deixa de existir o maior entrave para a reativação do transporte ferroviário em Piracicaba, que durou cerca de um ano e meio. A autorização para que outra concessionária opere o ramal Piracicaba-Nova Odessa coloca o empresariado e o poder público em vias de iniciar uma contagem regressiva de três meses, estimados pela Semic (Secretaria Municipal de Indústria e Comércio de Piracicaba), para a revitalização do trecho local que integra um projeto mais amplo, a Plataforma Logística Intermodal de Exportação do Piracicaba.
No total são 45 quilômetros de trilhos localizados entre o bairro Taquaral e a cidade de Nova Odessa. O projeto para uso do sistema ferroviário está orçado em R$ 40 milhões, rateados pelo Governo do Estado de São Paulo e pelo setor privado.
Porém, para que as obras de recuperação dos trilhos sejam realmente iniciadas há a etapa burocrática. Conforme Luciano Almeida, espera-se que as partes envolvidas façam um contrato de curto prazo até que toda a estruturação de transferência se conclua.
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“Eu creio que agora vai ser muito mais fácil e rápido resolver a situação da ferrovia para Piracicaba”, afirma Almeida. Ele informa, ainda, que um grupo já está projetando a construção do terminal para cargas e descargas.
APLA –– A reunião do Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) teve a participação da diretora do Mdic (Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio), Aneli Dacás Frazmann, que veio a Piracicaba saber quais são as ações, as demandas, quais as etapas e o que vai acontecer daqui para frente com o Apla. Segundo o secretário da Indústria e Comércio, ela é a parceira em nível federal para o arranjo.
“Isso tudo mostra que nós estamos interagindo para ser um representante de fato do etanol brasileiro. Agora, a idéia é, a partir desse grupo de trabalho, passar a ter identidade própria por meio do conselho estratégico, que começa a definir os rumos e o futuro do Apla”, comenta Almeida.
Luciano Almeida relata que, com o conselho consolidado, a equipe de “peso”, que representa toda a cadeia produtiva do etanol, é quem passará a dizer quais são os próximos passos.
Almeida aproveitou o momento da reunião para fazer um balanço de tudo o que aconteceu nas últimas semanas. Ele falou da introdução de Piracicaba no projeto do alcoolduto da Transpetro e de sua participação em missões internacionais do Mdic e da Apex (Agência de Prospeção de Exportação).
“Estamos indo no final do mês para o exterior com o ministro Luiz Fernando Furlan (do Desenvolvimento Indústria e Comércio) para divulgar o álcool brasileiro e o Apla”, informa.
O secretário municipal ainda esclareceu os presentes sobre outras ações de fomento, como a possibilidade da construção de um laboratório de certificação do álcool, em parceria com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).
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