A experiência do metrô do Rio contrasta com a da maior parte das empresas do país, que têm prejuízos todos os anos e precisam da injeção constante de recursos públicos para continuar funcionando. O serviço é o único do Brasil que foi privatizado e que tem, inclusive, ações negociadas na Bovespa, com direito a lucros aos acionistas.
A privatização aconteceu em 1997, quando um consórcio liderado pelo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, arrematou em leilão por R$ 291 milhões o direito de explorar o serviço por 20 anos. Deste total, 30% foram pagos à vista e cerca da metade do valor ainda está sendo amortizada.
Na Bovespa, a empresa aparece como Opportrans, uma mistura de Opportunity com Cometrans, companhia privada do metrô de Buenos Aires também integrante do consórcio. Hoje, o Opportunity não aparece mais diretamente entre os controladores. Agora, Daniel Dantas é representado pelo Grupo Sorocaba.
A Opportrans assumiu a administração e o controle das operações do metrô, em abril de 1998, mas as expansões da rede continuaram a cargo do Governo do Estado, por meio da Rio Trilhos.
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Até 2005 a empresa investiu R$ 79,6 milhões no metrô. Os primeiros anos foram de prejuízo, mas desde 2004 a Opportrans registra lucro (R$ 180 mil). No ano passado, o lucro cresceu para R$ 27 milhões.
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