O consórcio Metroquatro liderado pela CCR (Companhia de Concessão Rodoviária) apresentou a melhor proposta no processo de licitação para operação da Linha 4 do Metrô de São Paulo. A sugestão de uma contraprestação pecuniária no valor de R$ 75 milhões foi considerada pela operadora como a de maior custo/benefício. De acordo com o edital de licitação, a proposta vencedora deveria oferecer, além dos investimentos de US$ 340 milhões, a maior parcela de redução dos recursos públicos para a conclusão da primeira fase do empreendimento (a ser paga em dinheiro após a assinatura do contrato de concessão).
Os envelopes com as propostas dos concorrentes foram abertos nesta quarta-feira (dia 9) durante sessão pública realizada na sala de licitação do metrô, em São Paulo. A proposta do consórcio Metroquatro corresponde a um desconto de 60% em relação ao limite da participação pecuniária fixada pelo governo do estado, de R$ 120 milhões. O consórcio IntegraVias, liderado pela construtora OAS, apresentou proposta de contraprestação pecuniária no valor de R$ 95 milhões. O Metrô de São Paulo informou que a divulgação do vencedor da licitação será realizada após a análise da documentação técnica das empresas, o que deverá ocorrer dentro de 10 dias.
A contratação do consórcio, entretanto, dependerá do julgamento de agravo de instrumento pela Justiça de São Paulo, imposto pelo sindicato dos metroviários, que são contra a concessão da Linha 4 à iniciativa privada, sob o argumento de que se trata de uma espécie de “privatização” do metrô. A decisão judicial está prevista para setembro. O consórcio Metroquatro é formado pela empresas Montgomery Participações S.A., Benito Roggio Transportes S.A. (concessionário do Metrô de Buenos Aires) e RATP Développement S.A (Metrô de Paris). As empresas concorrentes terão até cinco dias úteis para entrar com recurso caso não concordem com o resultado da licitação.
A concessão da operação comercial da Linha 4 pelo prazo de 30 anos está sendo feita mediante contrapartida do agente privado na compra da frota de trens e de outros sistemas operacionais — ao governo de São Paulo caberá investimentos de US$ 922 milhões, destinados à infra-estrutura, obras civis e sistemas de alimentação elétrica, telecomunicações fixas, arrecadação, ventilação e escadas rolantes. A frota da nova linha deverá ser, inicialmente, de 14 trens, de seis carros cada, para atender a demanda diária de 704 mil passageiros na primeira fase de operação e de mais 15 trens na segunda etapa do empreendimento, que atenderá uma demanda diária estimada de 970 mil passageiros.
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