O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) manifestou em Plenário preocupação com a falta de recursos federais para dar continuidade às obras do metrô de Belo Horizonte.
– Os valores do Siafi [Sistema Integrado de Administração Financeira] no orçamento da União demonstram que um centavo sequer chegou a ser aplicado este ano – protestou o parlamentar, em pronunciamento nesta quarta-feira (23).
Azeredo comparou as liberações feitas durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva com o primeiro governo Fernando Henrique, para demonstrar que a gestão tucana teria investido quatro vezes mais que a petista nas obras do metrô de Belo Horizonte.
Em 2005, disse Azeredo, dos R$ 110,7 milhões previstos para a obra, foram aplicados R$ 16,1 milhões, equivalentes a 14%; em 2004, estavam previstos R$ 50,7 milhões, mas foram aplicados R$ 25,3 milhões ou 49% do total; e, em 2003, o número teria sido R$ 12 milhões, ou 20% do previsto.
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O parlamentar criticou ainda anúncio de novos investimentos no metrô de Belo Horizonte, da ordem de R$ 4,5 bilhões. Ele afirmou ainda que, embora metrôs de outras capitais, como Salvador, Recife e Fortaleza, tenham recebido recursos, esses seriam insuficientes e, à exceção do metrô de São Paulo, as principais cidades brasileiras ainda não possuem um sistema de transporte de massas adequado às necessidades dos trabalhadores.
Em aparte, o senador Marco Maciel (PFL-PE) destacou que Pernambuco só recebeu R$ 78 milhões em 2006 devido a emenda ao orçamento apresentada por ele. Salientou a importância de um transporte publico básico como o metrô para beneficiar pessoas de baixa renda. Apontou também a necessidade de reconhecer o direito do trabalhador ao um transporte de melhor qualidade e a perda de tempo dos trabalhadores que utilizam os ônibus como transporte.
Também em seu discurso, Azeredo disse acreditar num plano arrojado de duplicação das principais estradas brasileiras.
O parlamentar foi aparteado ainda por Sibá Machado (PT-AC) que pediu a atenção dos parlamentares para sistemas alternativos ao transporte rodoviário, sugerindo o investimento em hidrovias e ferrovias para reduzir os custos, tendo em vista o aumento da produção agrícola.
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