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SP investe 30% do previsto em metrô

O governo do Estado de São Paulo deixou de usar, neste ano, mais de 70% da verba própria destinada a investimentos e ampliação do metrô na capital, setor vital para melhoria no transporte público. Dos R$ 968,7 milhões previstos no orçamento de 2006 para este fim, apenas 26,19%, ou R$ 253,7 milhões, foram reservados até setembro, de acordo com o Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo) da Secretaria da Fazenda. A administração, mesmo com dinheiro em caixa, deixou de investir no transporte público, prejudicando motoristas e passageiros de transporte público.


O montante de investimento poderia ser maior que os R$ 968,7 milhões previstos em caixa. A Companhia do Metropolitano (Metrô) usou outros R$ 330 milhões na ampliação das linhas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
Se o transporte coletivo ficou prejudicado, o paulistano que usa o próprio carro para se locomover também sofre com a falta de investimento em outras áreas vitais para o transporte. O governo desistiu de investir no recapeamento das Marginais do Tietê e do Pinheiros, obra em parceria com a Prefeitura paulistana. Convênio entre Estado e Município, definido em 29 de dezembro, determinou que a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) faria repasse de R$ 30 milhões para os serviços de recapeamento.


A Dersa informou que, em maio, junho e julho, foram recapeados dois trechos das marginais, num total de 15 quilômetros. Os 32 quilômetros restantes das duas vias foram divididos em nove lotes. Foi feita licitação, mas não há possibilidade de início de trabalho por conta da determinação do governador Cláudio Lembo (PFL), que barra novas obras. O custo estimado para recapear os trechos restantes é de R$ 79,25 milhões.


Sem metas

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As metas previstas para o Metrô no orçamento neste ano também não foram atingidas, mostra o Sigeo. Só 30,5% das ações de extensão da Linha 2-Verde (Ana Rosa-Ipiranga) foram alcançados. Na Linha 4-Amarela (Luz-Vila Sônia), só se atingiu 38,06% da meta. Agora, mesmo que o governo estadual tente empenhar mais dinheiro em obras em novembro e dezembro, essas verbas só poderão ser usadas no próximo ano.


Embora o Metrô negue atraso nas obras, a conclusão de etapas está comprometida. A estação Alto do Ipiranga, da Linha 2-Verde, prometida para o fim do ano, ficou para meados de 2007. ´Havia esforço para entregar neste ano. A conclusão será em março de 2007´, explicou o presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayze David. ´Gastamos cerca de 70% do orçamento global do Metrô, que é dinheiro do Estado e financiamentos junto ao BNDES, Bird e JBIC. Investimos muito mais que há quatro anos´, disse David.


Ao se comparar o orçamento 2006 com a previsão para 2007, é possível prever que o governador eleito José Serra (PSDB) terá problemas financeiros na conclusão das obras de ampliação do Metrô. A Linha 5-Lilás, por exemplo, que tem reservado para este ano R$ 1,26 milhão, recebeu apenas R$ 100 mil para 2007, uma diferença negativa de 92,1%. A aplicação de recursos na Linha 2-Verde também teve queda de previsão orçamentária: são R$ 363 milhões em 2006, contra R$ 80,6 milhões para o próximo ano. Dessa forma, a diferença negativa chega a 77,8%.

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Fonte: O Estado de S. Paulo

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