O trem Expresso Aeroporto, que deverá começar a operar em 2010 e ligará a capital paulista ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, antes mesmo de sair do papel já deve sofrer três mudanças em relação ao projeto original. Primeiramente, vai partir de São Paulo em um terminal exclusivo (e não da Estação Luz, como se imaginava), que será construído onde hoje fica a Oficina de Trens da Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Também a forma de concessão e construção estão sob análise.
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) mudará o formato de compartilhamento de trilhos, em relação ao projeto inicial. O Expresso não vai mais dividir parte do percurso com os trilhos da futura Linha G, o chamado Trem de Guarulhos (Brás-Parque Cecap). Contará com via única e exclusiva, sem estações ao longo dos 28 quilômetros entre o centro paulistano e Cumbica. A velocidade padrão será de 100 quilômetros por hora.
Do Brás até Engenheiro Goulart (zona leste), os trilhos do Expresso seguirão paralelamente aos da atual Linha F (Brás-Calmon Viana). Haverá quatro bypass, equipamentos que permitem a ultrapassagem das composições. Pelo leito atual da Linha F, há espaço suficiente, de acordo com a STM, para a instalação dos novos trilhos – o que também vai exigir poucas desapropriações.
Já a Linha G, em seu trecho inicial (do Brás até Engenheiro Goulart), terá compartilhamento, mas com a Linha F, funcionando como um ramal (extensão) desta. No trecho de Engenheiro Goultart até o ponto final, no Parque Cecap, a Linha G vai usar trilhos separados e paralelos aos do Expresso, dividindo apenas a estrutura de elevados que será construída para o trem do aeroporto.
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Nessa região, em um trecho de 6 quilômetros, Expresso Aeroporto e Linha G deverão atravessar o Parque Ecológico do Tietê em viadutos. No total, a Linha G terá 20,5 quilômetros e cinco estações: Brás, Tatuapé, Penha, Engenheiro Goulart e Parque Cecap.
A terceira e última mudança no projeto do trem do aeroporto ainda depende de aprovação, mas será levada à análise do governador José Serra. Por razões econômicas, a STM pretende modificar o método de licitação do Expresso de uma parceria público-privada (PPP), como sugerido até agora, para concessão simples.
Nesse modelo, o investidor constrói e opera a via, sendo depois reembolsado com o pagamento das tarifas. A PPP é uma concessão patrocinada, onde o Estado entra com parte dos recursos para a construção. As informações foram dadas pelo diretor de Planejamento e Gestão da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos (STM), Renato Viegas, ontem, durante palestra na feira Negócios nos Trilhos, na capital.
Segundo o cronograma das obras, que devem consumir cerca de R$ 2 bilhões, há uma consulta pública aberta até dezembro. O edital será lançado no primeiro trimestre de 2008 e as contratações devem ocorrer no segundo semestre. A meta da secretaria é iniciar os testes com os trens no começo de 2010.
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