Apesar da ausência de concorrentes no leilão de subconcessão da Ferrovia Norte-Sul, José Francisco das Neves, presidente da Valec – empresa do governo responsável pela construção da ferrovia -, estava bastante satisfeito. A ferrovia está renascendo e daqui para frente os interesses serão outros, disse Neves, reforçando a importância da participação da Companhia Vale do Rio Doce nesta manhã, que levou a subconcessão por R$ 1,478 bilhão.
O executivo adiantou hoje que até março deve ser lançado um novo edital para a subconcessão de um trecho ferroviário ainda maior, de cerca de mil quilômetros, que vai de Palmas (TO) a Aparecida do Taboado (MT). O executivo não entrou em detalhes, mas acrescentou que o estudo de viabilidade do traçado está a cargo da própria Valec e deve ficar pronto em fevereiro. Questionado sobre o eventual interesse da Vale nesse trecho também, o diretor executivo de Logística da empresa, Eduardo Bartolomeu, concordou com a importância desses projetos, masrespondeu apenas que é um caso a analisar.
Segundo Neves, não há problemas com licenciamento no percurso da rodovia e já há 4 mil homens trabalhando num trecho entre Araguaína e Guaraí, onde serão consumidos ao todo R$ 500 milhões. Na trecho seguinte, de 280 quilômetros entre Anápolis e Uruaçu (GO), devem ser investidos outros R$ 550 milhões. O único problema (da ferrovia) era o dinheiro e o dinheiro chegou, disse.
De acordo com o dirigente da Valec, russos e chineses estavam por trás das outras duas empresas que chegaram a apresentar interesse na fase preliminar de seleção para o leilão: Os russos por meio da Alvorada e os Chineses com a ARG. No fim do prazo, entretanto, apenas a Vale se apresentou como interessada na entrega dos envelopes. Acredito que um dos concorrentes, o que representava os russos, desistiu pois ainda estão fazendo prospecções, mas em processos futuros poderão participar, diz. Sobre o interesse dos chineses, Neves afirma que só fizeram barulho.
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