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Consórcio quer usar trilhos da MRS

A ArcelorMittal, por meio de sua subsidiária de mineração, irá liderar um consórcio para fazer o escoamento pelo Rio de Janeiro de 5 milhões de toneladas de ferro para exportação, de um grupo de oito mineradoras na região central de Minas Gerais. O consórcio, reunido na Associação dos Mineradoras da Serra Azul (Amisa), irá investir na compra até o próximo ano de 15 locomotivas e 600 vagões. Pretende gastar US$ 50 milhões. De acordo com informação do governo mineiro, o grupo reúne ainda MMX, Usiminas, Ferrous Resources, Minerita, Comisa, GVA e MBL.


O empreendimento tornou-se possível depois da reunião em Brasília entre representantes da Amisa e da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais com o presidente da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo. A ANTT concedeu ao grupo o chamado de direito de passagem, ou seja: a possibilidade de remunerar o dono da concessão ferroviária apenas pelo uso dos trilhos.


Segundo o presidente da Arcelor Mittal Serra Azul, José Francisco Viveiros, nova reunião deverá ser marcada entre mineradores e ANTT, desta vez com a participação da MRS Logística, concessionária dos trilhos pelos quais a Amisa pretende escoar a produção do grupo para dois terminais marítimos em Sepetiba (RJ).


“Atualmente, pagamos US$ 20 em média por tonelada transportada, o que nos diminui muito a margem. Temos certeza que em um ano iremos amortizar o investimento que estamos fazendo”, afirmou Viveiros, sem revelar o custo que a operação irá acarretar para o consórcio das mineradoras. Viveiros afirmou que espera poder iniciar a operação já em 2010. “Estamos otimistas com a possibilidade de obtermos o material rodante a curto prazo. Devido à crise econômica global, muitas encomendas neste setor foram paralisadas e acreditamos que há estoques de material ferroviário”, disse.

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Viveiros afirmou que a Amisa irá agora tentar negociar com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a possibilidade do grupo conseguir uma operação análoga no terminal marítimo. “Hoje operamos em portos de propriedade de concorrentes nossos, o que nos traz certas limitações”, afirmou Viveiros. Os mineradores da associação usam os portos da Vale e da Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) no litoral fluminense, na região de Itaguaí.
A MRS é uma ferrovia controlada pela CSN, pela Vale, pela Usiminas e pelo grupo Gerdau.


A ArcelorMittal reúne no Brasil um conglomerado com a maior produção siderúrgica proporcional no país. O grupo é o maior produtor, respondendo por quase 10% da produção de aço no planeta, de acordo com o balanço da empresa do ano passado. Do total de 103,3 milhões de toneladas que produziu em 2008, 45% foi proveniente de minério de ferro próprio. Em Minas, plano do grupo é alcançar produção em torno de 10 milhões de toneladas por ano.


Segundo o governo mineiro , o conjunto das mineradoras que compõem a Amisa faz 18 milhões de toneladas/ano. O volume de 5 milhões de toneladas é o total que pode ser transportado nos dois terminais de uso privativo misto que o grupo utiliza atualmente.

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Fonte: Valor Econômico

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