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CPTM muda sistema de sinalização e controle

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deu mais um passo para melhorar a confiabilidade e segurança do sistema, com redução do tempo de viagem e dos intervalos entre os trens. A companhia assinou contrato de € 280 milhões com um consórcio formado pelas espanholas Dimetronic e Infoglobal e pela brasileira MPE Montagens e Projetos Especiais. O contrato prevê a implantação de um novo sistema de sinalização e controle de tráfego nas linhas 8, 10 e 11.


A tecnologia, a ser implantada nos 110 quilômetros das três linhas, é conhecida pela sigla em inglês CBTC. Ela quer dizer controle de trens baseado em comunicação. O sistema, que utiliza ondas de rádio, vai permitir à CPTM reduzir os intervalos entre os trens para três minutos. Hoje a demora entre um trem e outro é de 6 minutos na linha 8 (Júlio Prestes-Itapevi), 7 minutos na linha 10 (Luz-Rio Grande da Serra) e de 5 minutos na linha 11 (Luz-Estudantes).


Adagir Salles, diretor-superintendente da MPE Montagens, disse que a empresa participa da implantação do sistema na parte de engenharia e montagem e responde pelo fornecimento dos materiais nacionais. Segundo ele, o sistema prevê a instalação de equipamentos na via e nos trens que se comunicam com o centro de controle. O sistema a ser implantado será fornecido pela Dimetronic, empresa líder do consórcio e que é controlada pela Invensys Rail, da Inglaterra. A Infoglobal vai fornecer a parte de comunicação de rádio, disse o executivo.


Segundo Salles, a implantação do sistema de sinalização e controle na linha 8 vai custar € 110,5 milhões enquanto nas linhas 10 e 11 o investimento será de € 169,6 milhões. As linhas 8 e 11 têm prazo de 18 meses para instalação da nova sinalização a partir da assinatura do contrato, em outubro. Na linha 10, o prazo é de 18 meses depois de terminada a instalação do novo sistema nas linhas 8 e 11.

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O presidente da CPTM, Sérgio Avelleda, afirmou que a nova ferramenta de sinalização e controle de tráfego se insere no plano de expansão da companhia. Ele disse que a CPTM deve receber R$ 7,6 bilhões em investimentos entre 2007 e 2012 aportados pelo governo do Estado de São Paulo, que controla a empresa, e via financiamentos do Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos serão investidos na compra e reforma de trens, melhoria do sistema de energia, reforma de estações e modernização do sistema de sinalização. A meta é chegar ao fim de 2012 com o transporte de 3,7 milhões de passageiros por dia. Em outubro, a média foi de 2 milhões de passageiros por dia.


A CPTM tem um outro sistema de sinalização e controle em operação e em implantação nas linhas 7, 9 e 12. Esse sistema é conhecido pela sigla em inglês ATC, de controle automático de trens. Em 2007, a empresa fechou financiamento do Bird para implantar o ATC nas linhas 7 (Luz-Francisco Morato) e 12 (Brás-Calmon Viana). A implantação do sistema, no valor à época de R$ 200 milhões, foi ganho por consórcio formado por Efacec e Union Switch, disse Avelleda. Nessas linhas, o intervalo entre os trens deve cair para 4 minutos no fim de 2010 (na linha 7 é de sete minutos e na linha 12 de seis minutos). A linha 9 (Osasco-Jurubatuba) já conta com o ATC.


Avelleda disse que a empresa assinou contrato de R$ 170 milhões com consórcio formado por Alstom, Ansaldo STS e Trends para implantar um sistema de operação automática (ATO) que funciona combinado com o ATC. Na parte de trens, a empresa deve receber este mês propostas para a compra de 24 unidades e reforma de outras 12 em regime de concessão para a linha 8. Quem ganhar vai fornecer os trens e fazer a manutenção. Esses trens fazem parte de um pacote maior de encomendas.

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Fonte: Valor Econômico

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