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Usiminas negocia 400 vagões e instala fundição

A Usiminas começa a colocar nos trilhos seus planos de agregar valor ao aço com vistas a lucrar comercializando produtos com preços mais elevados. É neste ritmo que o braço de bens de capital da siderúrgica, a Usiminas Mecânica, acaba de concluir a venda de 310 vagões para trens cargueiros a grandes clientes – Ferrovia Centro Atlântica (150 unidades), ALL (100) e CSN (60). E vai além. A partir de meados do próximo ano deverá estar concluída a ampliação que permitirá à empresa operar uma linha própria de truques ferroviários, a base dos vagões – engates, laterais e molas.


Para tanto, a Usiminas Mecânica investe R$ 49,5 milhões na modernização de sua unidade de bens de capital. Esse montante inclui a ampliação da linha de moldagem da fábrica, contemplando um novo forno de indução com capacidade para processar seis toneladas de aço por hora. A tecnologia vem da americana Standard Car Truck em troca de royalties.


“Vamos brigar por uma bela fatia do mercado. Estamos com negociações bem avançadas para quase duplicar o volume de contratos do nosso portfólio”, afirma o superintendente-geral da Usiminas Mecânica, Guilherme Muylaert.


Ocupando hoje cerca de 15% do mercado brasileiro de vagões – liderado por empresas como Amsted Maxion e Randon -, a companhia negocia a comercialização de 400 vagões, cerca de 13% da produção projetada para este ano pela Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). O volume deve exigir, em breve, outro aporte para ampliar a fábrica mantida pela Usiminas Mecânica em Ipatinga (MG), cuja capacidade instalada é de 500 vagões anuais. “Nosso projeto é aumentar a capacidade de produção”, diz o responsável por fundição, forjaria e vagões da empresa, Jairo Cruz.

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As melhorias são feitas para automatizar a fundição, que receberá também um recuperador de areia para reaproveitar 85% do insumo utilizado na moldagem de peças de grande porte, a partir do aço líquido. “Temos hoje uma participação pequena no mercado por conta da falta de competitividade causada pela compra de fundidos de terceiros. A partir do momento que tivermos nossa linha automatizada pronta, vamos aumentar nossa participação no mercado”, diz Cruz.


Exportações


O plano é ampliar a margem de lucro com a venda de vagões com truques próprios embarcados. Os componentes fundidos, cerca de quatro toneladas em cada vagão, respondem por algo perto de 25% do preço final da máquina. A nova linha de fundição terá capacidade para produzir 24 mil toneladas anuais. O volume está acima da média anual estimada pela Abifer para o mercado brasileiro, calculado em 18 mil toneladas. “Nosso foco será atender o mercado para aproveitar a capacidade instalada. A fundição automatizada pode produzir tanto para nós como para terceiros, como o segmento de implementos agrícolas e mineração. Podemos vender inclusive para concorrentes em vagões”, diz.


A exportação também está nos planos, por meio da americana Standard Car Truck. “Embora seja a maior empresa do segmento, a Star Truck não produz truques”, afirma Jairo Cruz. “A ideia é a nossa linha de moldagem automatizada fornecer os truques ferroviários para a Star Truck comercializar fora do Brasil. O contrato de transferência dá abertura para isso”, diz Cruz.

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Fonte: Brasil Econômico

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