Futuro da mineração passa pelos trilhos

O futuro do setor de mineração no Brasil passa pelos trilhos e pelos portos. Ter logística eficiente, com portos e ferrovias de classe mundial, é uma maneira de reduzir custos e ter um preço competitivo em relação às mineradoras rivais instaladas na Austrália e Europa, mais próximas do dinâmico mercado asiático. Em um contexto em que o consumo de minério deverá aumentar nos países emergentes nos próximos anos, mais de R$ 20 bilhões serão investidos em projetos de ferrovias e portos para ampliar a competitividade das empresas. Boa parte dos projetos tanto de ferrovias como de portos tem sido tocado pelas próprias empresas, como forma de reduzir seus custos. “Há um interesse grande da área de mineração e siderurgia na construção de terminais privativos portuários. Essas empresas buscam ampliar sua produção e escoá-la com maior eficiência”, diz o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.


Com intenção de aumentar sua capacidade de produção de 311 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro em 2011 para 522 milhões de toneladas métricas em 2015, a Vale tem o programa mais ambicioso de investimentos em logística. Entre 2004 e 2008, a empresa investiu US$ 5,15 bilhões no segmento. Em 2009, foram cerca de US$ 2 bilhões. Neste ano, a cifra subiu 30% e chegou a US$ 2,6 bilhões. Em 2011, serão desembolsados US$ 5 bilhões no mundo, cerca de 20% do total de recursos a serem aplicados no ano, com destaque para projetos no Brasil.


Boa parte do acréscimo de produção de minério se dará nas jazidas de Carajás, que tem 7,2 bilhões de toneladas métricas de reservas provadas e prováveis, além de volume substancial de recursos minerais com alto teor de ferro e reduzido grau de impurezas. Estima-se que, nos próximos cinco anos, a capacidade em Carajás aumente em 130 milhões de toneladas anuais. Para acompanhar essa expansão, a logística de escoamento da produção será ampliada.


A maior frente de trabalho está na serra Sul de Carajás, onde a mineradora está implementando um dos maiores projetos da história da indústria de mineração mundial, que em sua fase inicial deverá adicionar 90 milhões de toneladas anuais à sua capacidade. A Vale está desenvolvendo projetos que irão aumentar a capacidade de embarque do seu sistema Norte de 130 milhões de toneladas anuais para 230 milhões de toneladas anuais até 2015. A Estrada de Ferro Carajás passará por uma ampla modernização e acréscimo: 605 quilômetros de trilhos serão duplicados e a linha ferroviária será ampliada em 100 km para se conectar à serra sul de Carajás.


O projeto também contempla melhorias no terminal marítimo de Ponta da Madeira – localizado em São Luís (MA) e o primeiro em movimentação de minério de ferro. A estrutura é composta de três píeres. Com a expansão da produção em Carajás, o terminal receberá um novo píer e terá sua capacidade ampliada em 100 milhões de toneladas anuais.


Com as obras tendo sido iniciadas em março passado, o quarto píer terá profundidade mínima de 25 metros, possuirá dois berços de atracação e capacidade para receber navios de até 400 mil toneladas de porte bruto (TBP).


Outra frente de trabalho está sendo tocada na serra norte de Carajás, onde vem sendo desenvolvido um projeto que deverá adicionar 30 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Com entrada em operação prevista para o primeiro semestre de 2012, ele compreende uma nova usina de beneficiamento e investimentos em logística para aumentar a capacidade de descarga, estocagem e carregamento do terminal marítimo de Ponta da Madeira. As licenças de instalação e remoção de vegetação já foram obtidas. O investimento para 2011 é de US$ 423 milhões.


A Usiminas, que está buscando ampliar sua produção de minério de ferro própria com base em investimentos de R$ 4,1 bilhões até 2015, também tem trabalhado no segmento logístico. Em novembro, anunciou que firmou contrato com a MMX para utilizar o Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), por cinco anos. Com o acerto, a empresa planeja dar início às exportações a partir do primeiro semestre de 2012 por meio do porto, que terá ligação com a MRS Logística, que trará o minério da região de Serra Azul (MG), onde ficam as minas da Usiminas e da MMX. O volume previsto inicialmente é de três milhões de toneladas, podendo chegar a 12 milhões de toneladas já em 2015. “Mas nesse período também vamos continuar explorando alternativas de logística própria”, afirmou o presidente da empresa, Wilson Brumer.


Em paralelo a este acordo, a Usiminas prossegue com estudos de viabilidade técnica e econômica junto a Companhia Docas do Rio de Janeiro para construção de um porto em Itaguaí (RJ). O terreno para este fim foi adquirido em 2008, e a Usiminas já concluiu o projeto de engenharia para sua recuperação ambiental. Adicionalmente, a Usiminas vai estudar alternativas para ampliar a capacidade de seu porto em Cubatão.


As empresas que atuam na área de mineração e siderurgia não estão de olho apenas na malha ferroviária já existente, mas em trechos que serão construídos ao longo dos próximos anos. Solução logística integrada para atender a região Nordeste do Brasil, principalmente no transporte de produtos agrícolas e de minério, a Ferrovia Transnordestina está com suas obras em estágio avançado. Com 1.728 quilômetros de extensão ligando Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), a estrada de ferro terá como grande vantagem o fato de estar distante de vias urbanas, o que permitirá velocidades de 80 km/h.


Principal acionista da Transnordestina, cujos investimentos totais devem chegar a R$ 5,4 bilhões, a CSN prevê a conclusão da obra até o fim de 2012. Dividido em cinco frentes de trabalho, o empreendimento já conta com 11 mil trabalhadores. “Teremos um investimento de R$ 2,9 milhões por quilômetro, o mais baixo conhecido por uma ferrovia construída sob os mesmos critérios técnicos”, diz o gerente comercial da Transnordestina, Miguel Ângelo Andrade.

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