Enquanto nas plataformas da estação General Osório, em Ipanema, o celular sequer funciona, o sistema metroviário de Londres quer instalar redes Wi-Fi em 120 das 270 estações da capital inglesa até os Jogos Olímpicos de 2012. A London Underground convidou na sexta-feira passada empresas de tecnologia a participarem da licitação que vai escolher o responsável pelo serviço. O vencedor será anunciado no final de 2011.
A iniciativa surgiu após um teste bem sucedido. Nos últimos seis meses, os passageiros da estação Charing Cross puderam acessar a internet enquanto esperavam o trem por meio de um serviço de banda larga sem fio da BT. Pesquisa feita com os usuários constatou que a maioria achava que a internet tornava a utilização do metrô mais agradável. O serviço não funciona dentro dos vagões, apenas nas plataformas.
O Rio, apesar de ser a cidade-sede das Olimpíadas de 2016 e uma das anfitriãs da Copa do Mundo de 2014, não tem plano oficial para implantação de internet sem fio na rede metroviária. Atualmente, nenhuma das 36 estações cariocas tem Wi-Fi. Segundo a assessoria de imprensa da Metrô Rio, a concessionária por enquanto apenas estuda a possibilidade de instalação.
Tóquio, Berlim e Cingapura já oferecem Wi-Fi em suas estações de metrô. Após muita discussão, as plataformas de Nova York devem ser as próximas conectadas.
O plano do prefeito de Londres para a acessibilidade digital da cidade é considerado um dos mais ousados do mundo. Em evento da Google em maio do ano passado, Boris Johnson disse que, à época dos Jogos de 2012, “todo poste de luz e todo ponto de ônibus” da capital inglesa vai oferecer uma rede Wi-Fi. O objeto é fazer de Londres a capital tecnológica do planeta.
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