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Indústria defende valorização do produto nacional

“Além do mercado nacional não ter preferência doméstica – e isso é questionado -, nós temos um sistema oposto, de não-isonomia. Nos insumos que os produtores locais precisam importar, de 30%, 40%,  eles são obrigados a pagar em imposto de importação. Isso reflete, obviamente, no custo do produto final. Enquanto um fornecimento totalmente importado é absolutamente isento deste imposto”, é o que afirma Luiz Fernando Ferrari, vice-presidente do departamento ferroviário de passageiros do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), ao falar da alta tributação brasileira, durante o seminário e posse do Simefre, nesta terça-feira (06/12), em São Paulo.


Juntamente com o diretor do Simefre e presidente da Abifer, Vicente Abate, Ferrari apresentou o balanço anual da indústria ferroviária e destacou a necessidade da igualdade tributária para que os produtos nacionais concorram com os importados, em especial os chineses.


A igualdade tributária foi o tema mais destacados pelos representantes do Simefre. Durante a palestra, Ferrari apresentou a agenda estratégica do Simefre, que incluía a questão da isonomia tributária; o apoio ao Reporto (programa do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária), que estende a isenção tributária para as importações do setor de transportes ferroviários; a obtenção de depreciação acelerada imediata para vagões, locomotivas e carros de passageiros, entre os outros itens.


O presidente do Simefre, José Antonio Fernandes Martins, também defendeu melhores condições de competitividade para a indústria nacional. Martins destacou que devido à falta de fiscalização nas fronteiras, o Brasil tem sido prejudicado pela entrada de produtos importados, em especial os asiáticos, que entram no país sem pagar os devidos impostos. Ele explicou que os fabricantes chineses trazem peças desmontadas para países do Mercosul, montam os conjuntos como se fossem de origem do Mercosul e comercializam sem o pagamento das tributações.


“A nossa grande expectativa é o plano Brasil Maior, que contempla quase 37% de exonerações fiscais. Parece que agora temos um rumo, uma meta, pela frente para termos competitividade”, destacou Martins.

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