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Americana CHS compra parte de terminal no MA

A CHS do Brasil acertou a compra de 25% do Terminal Corredor Norte (TCN), no porto de Itaqui, no Maranhão. Com isso, a subsidiária da maior cooperativa de grãos e energia dos Estados Unidos passa a integrar o projeto do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), obra considerada estratégica para o escoamento dos grãos produzidos no Centro-Oeste e na região conhecida como Mapito (enclave entre Maranhão, Piauí e Tocantins). O anúncio oficial deve ser feito nesta quinta-feira, nos Estados Unidos.


O TCN é o veículo criado pela NovaAgri – empresa controlada pelo fundo P2 Brasil, uma joint venture formada por Pátria Investimentos e Grupo Promon – para operar um dos quatro lotes do Tegram em uma concessão de 25 anos (renováveis por mais 25), após concorrência vencida em outubro do ano passado. A NovaAgri segue como controladora do TCN, com 75% das ações.


A NovaAgri deve investir cerca de R$ 65 milhões na empreitada, que começa a operar no fim de 2013. Os recursos serão destinados à construção de um armazém, com capacidade estática para 125 mil toneladas de grãos, além das estruturas de recebimento e de expedição dos grãos nos navios.


O valor da negociação não foi revelado, mas a NovaAgri desembolsou R$ 62 milhões pelo direito de explorar seu quinhão no novo terminal – a maior oferta entre as vencedoras da licitação, grupo que inclui ainda a suíça Glencore, a CGG Trading (braço da Cantagalo General Grains, controlada pelo grupo têxtil Coteminas) e o Consórcio Crescimento (formado pela francesa Louis Dreyfus e a brasileira Amaggi Exportação).

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Em sua primeira incursão fora dos Estados Unidos, a CHS desembarcou no Brasil em 2006, quando comprou parte da trading brasileira Multigrain.


Em maio do ano passado, porém, a companhia americana vendeu sua fatia para a Mitsui, por US$ 225 milhões. Na ocasião, a trading japonesa também adquiriu as ações do sócio-fundador da Multigrain, Paulo Roberto Garcez. O empresário é atualmente o controlador da Agrícola Estreito, uma das sócias estratégicas da Cantagalo General Grains, que arrematou um dos lotes no Tegram.


Além de sócia da NovaAgri no TCN, a CHS será usuária do novo terminal, que possui ligação com a Ferrovia Norte-Sul. Com isso, garantirá acesso privilegiado à produção de milho e soja do Centro-Oeste e das novas fronteiras agrícolas no Norte e Nordeste, que hoje enfrenta uma longa – e custosa – viagem de caminhão até os portos do Sul e do Sudeste.


As obras do Tegram começam em agosto e devem consumir cerca de R$ 262 milhões (rateados entre as quatro empresas) em sua primeira fase, quando o terminal será capaz de escoar 5 milhões de toneladas de soja. A previsão é que essa capacidade dobre nos anos seguintes, o que elevará o investimento total para a casa dos R$ 322 milhões.


Fundada no auge da Grande Depressão, em 1929, e controlada por produtores rurais e outras cooperativas, a CHS é uma das maiores empresas de commodities dos Estados Unidos, com operações que vão desde a comercialização de grãos à operação de refinarias de petróleo. No ano passado, a empresa faturou US$ 36,9 bilhões em 2011, dos quais US$ 25,8 bilhões vieram do agronegócio.


Fundada em 2008, a NovaAgri é essencialmente uma empresa de armazenagem e escoamento de produtos agrícolas. Além do terminal recém adquirido no Maranhão, a companhia opera seis armazéns e um terminal portuário em Montevidéu, com uma receita total de R$ 25,7 milhões.


Em abril de 2010, a NovaAgri recebeu um aporte (de valor não-revelado) e passou a ser controlada pelo fundo P2 Brasil, que captou US$ 1,15 bilhão para investir em empresas de infraestrutura no país – desse montante, 93% são de investidores estrangeiros. O fundo também controla a Hidrovias do Brasil, empresa que criou também em 2010.

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