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7,6 mil sucatas vão ser tiradas de linhas de trem

Um grupo de trabalho formado por órgãos dos poderes Executivo e Judiciário que atuam nas questões do transporte por ferrovias vai definir metas para a retirada de 1,6 mil locomotivas e 6 mil vagões sucateados em pátios ferroviários de todo o País. O grupo deverá buscar soluções para resolver impasses que impedem a remoção e destinação da sucata, em ação semelhante à que livrou os aeroportos brasileiros de aeronaves sucateadas.


Só no Estado de São Paulo, há mais de 2 mil vagões abandonados, em dezenas de “cemitérios” de trens.


O grupo de trabalho vai levantar a situação desse patrimônio que pertenceu à Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que administrava as estradas de ferro brasileiras, transferidas para a iniciativa privada por meio de concessões entre 1996 e 1998. Hoje, as locomotivas e vagões envolvidos em ações judiciais estão se deteriorando. Em São Paulo, a concessionária América Latina Logística (ALL) fez um acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para trocar vagões velhos por novos e vender a sucata, mas o negócio foi embargado pela Justiça.


Os cemitérios de trens causam transtornos à população. Em Iperó, a 125 km de São Paulo, a prefeitura foi à Justiça para obrigar a ALL a retirar cerca de 300 vagões que apodrecem no pátio ferroviário, servindo de abrigo para usuários de drogas e de meio para a proliferação do mosquito da dengue.

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