Ferrovias europeias ignoram a crise

(RF – Berlim) Em meio a uma Europa em recessão, com protestos cotidianos nas grandes capitais, o que menos se ouve falar na InnoTrans  –  a grande feira ferroviária que está acontecendo em Berlim  –  é de crise. Ainda não é possível fazer um balanço final – a feira vai até 21 de setembro – mas lá estão os 26 pavilhões de dois anos atrás, que é impossível visitar durante quatro dias.  Um pavilhão só para cabos, outro para truques, outro de empresas japonesas, e assim por diante; e um pátio com 11 linhas para exposição de veículos e milhares de visitantes do mundo inteiro.


O Brasil, bola da vez, tem um stand maior do que na edição anterior da feira (2010), com 150 metros quadrados, 50 empresas e interpretes para português durante o seminário. Hoje, na Cúpula dos Lideres Ferroviários, reunião fechada da qual participaram, entre outros, os presidentes das Ferrovias Russas, da SNCF, da Deutsche Bahn, da divisão de mobilidade da Siemens e o vice da Comissão Europeia para transporte, havia interpretação para o alemão, o inglês, o russo e português – só porque o Marcelo Perrupato, diretor do Ministério dos Transportes, estava na mesa. Nada de francês, apesar de Guillaume Pepy, presidente da SNCF, também estar presente.


A expressão que mais se ouviu não foi de crise, mas de renascimento ferroviário. Renascimento porque existe mais mobilidade, por causa do problema de energia, porque os governos estão apoiando as ferrovias, por causa do ERTMS, e por causa também, ora vejam, do crescimento econômico. Stefan Rommerkirschen, o consultor convidado pela organização da feira para fazer a introdução ao debate da reunião da cúpula previu que, em 40 anos, o transporte nos BRICS de um modo geral vai crescer 90%. E que no mundo vai crescer 70%. “Não é possível continuar pensando e agindo da mesma maneira diante desses números”, disse.


Rudiguer Grube, presidente do Conselho da Deutsche Bahn, disse que existem, hoje, 50 voos por dia de Frankfurt para Londres, o que esta ficando cada vez mais difícil de atender por causa dos aeroportos (chegar a Londres com o ICE é um objetivo longamente acalentado pela DB). “Não há alternativa para a ferrovia”, radicalizou.


A segunda expressão que mais se ouviu foi interoperabilidade. Sim Kallas, vice-presidente para transporte da Comissão Europeia, explicou porque é um problema tão importante. “Os sistemas ferroviários que operam até hoje foram formados no século XIX com a preocupação de serem diferentes uns dos outros, de protegerem seus mercados, seus territórios. Isto não aconteceu com os demais meios de transporte, que nunca tiveram tal preocupação. Por isso, hoje, quando voltamos a necessitar tanto das estradas de ferro, precisamos fazer um esforço especial para integrá-las”. O mesmo disse Vladmir Yakunin, presidente das Ferrovias Russas, maior interessado nos corredores transcontinentais que vão integrar seu país a Europa. E o mesmo disseram todos. Parecia uma reunião da UIC, o organismo criado pelas ferrovias europeias depois da I Guerra Mundial para, justamente, acabar com os obstáculos ao trafego mutuo nas redes europeias.

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